O primeiro filme em inglês de Xavier Dolan ganha corpo

Com estreia prevista para 2018, The Death and Life of John F. Donovan gira à volta de uma estrela de televisão americana – interpretada por Kit Harington, de A Guerra dos Tronos – e a sua relação com um fã de 11 anos.

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The Death and Life of John F. Donovan: uma estrela de TV - interpretada por Kit Harington, de A Guerra dos Tronos ­ e a sua relação com um fã de 11 anos que é obcecado por ele

Depois de Tão só o Fim do Mundo, que passou nas nossas salas no ano passado, The Death and Life of John F. Donovan será o sétimo filme do canadiano Xavier Dolan. Isto apenas desde 2009, quando o realizador lançou Como Matei a Minha Mãe. É, também, a estreia do autor de 28 anos em filmes falados na língua inglesa, com um elenco de notáveis que inclui  Natalie Portman, Jessica Chastain, Susan Sarandon, Kit Harington, Jacob Tremblay, Bella Thorne, Kathy Bates, Thandie Newton, Amara Karan ou Michael Gambon, entre muitos outros.

Com estreia prevista para 2018 – e passagem por alguns festivais internacionais ainda este Outono –, o filme gira à volta de uma estrela de televisão americana, John F. Donovan – interpretada por Harington, de A Guerra dos Tronos, uma estrela de televisão britânica – e a sua relação com Rupert Turner, um fã de 11 anos que vive em Inglaterra e é obcecado por ele (Tremblay, que foi nomeado para vários prémios pelo papel em Quarto, de Lenny Abrahamson). Turner é obcecado por Donovan, seguindo todos os passos do actor e troca correspondência com ele, uma relação desconhecida por todos os que os rodeiam (incluindo a mãe do rapaz, a quem é dada vida por Natalie Portman, que faz de uma actriz falhada que encoraja o filho a seguir a mesma profissão). É essa relação que uma cronista social (Jessica Chastain) ameaça revelar e pôr de pernas para o ar o mundo de ambos. A história é contada dez anos depois da ocorrência, com Donovan já morto (daí a referência à morte no título).

À revista Vanity Fair, Dolan disse que o filme era focado na relação entre o filho e a mãe, o que não é propriamente uma mudança de ares para o responsável por filmes como Matei a Minha Mãe, Mommy ou Tom na Quinta.