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Festival da Canção 2018 dá "liberdade" a novos compositores

Dos 20 concorrentes será seleccionado o 50.º representante de Portugal no Festival Eurovisão da Canção 2018. Um dos compositores a concurso será escolhido por Salvador Sobral, vencedor da edição deste ano.

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Salvador Sobral Reuters/GLEB GARANICH

O 50.º representante de Portugal, na edição do próximo ano do Festival Eurovisão que acontece em Lisboa, será apurado na final do Festival da Canção de 2018, a 4 de Março, no Multiusos de Guimarães. As condições de participação foram anunciadas esta terça-feira em comunicado no site da RTP, televisão de serviço público que organiza o festival.

No total, são vinte concorrentes repartidos por duas semifinais. A primeira acontece a 18 de Fevereiro e a segunda, uma semana depois, a 25 de Fevereiro, ambas nos estúdios da RTP, em Lisboa. Em cada uma das semifinais estarão dez canções a concurso, onde serão apuradas cinco canções. Na final, a 4 de Março, no Multiusos de Guimarães, estarão os dez concorrentes seleccionados a disputar o lugar de 50.º representante de Portugal no Festival Eurovisão da Canção.

Dos 20 concorrentes, a RTP fará o convite a 17 compositores para apresentarem uma canção original e inédita, seguindo o mesmo figurino que este ano levou à escolha de Salvador Sobral, em que os compositores escolhem os intérpretes. Sobral, voz da canção vencedora em 2017, também fará parte do processo de selecção nesta edição. O cantor irá convidar um compositor que, por sua vez, irá escolher outro intérprete.

Aos 18 compositores convidados pela RTP e por Salvador Sobral, juntam-se outros dois seleccionados através de dois concursos paralelos ao festival. Essa é outra das novidades: há dois lugares nas semifinais que vão ser disputados através de dois concursos para compositores e autores sem trabalhos publicados. Os vencedores de cada concurso vão participar nas semifinais do Festival da Canção 2018 com os restantes compositores, o que perfaz um total de 20 concorrentes.

Os concursos já estão abertos. Um dos futuros compositores a concurso será escolhido através do programa de rádio Master Class da Antena1. O júri criado para este programa vai escolher o compositor, que deverá também apresentar a concurso uma canção original e inédita até dia 15 de Setembro.

A última vaga nas semifinais será ocupada pelo compositor escolhido através de candidaturas espontâneas. As canções enviadas terão de ser originais e inéditas com uma duração máxima de três minutos. Neste segundo concurso os critérios são mais amplos, podem concorrer todos os cidadãos de nacionalidade portuguesa que vivam fora do país, assim como os cidadãos dos PALOP ou de outras nacionalidades que residem em Portugal. As candidaturas deverão ser enviadas para a Antena1 mediante inscrição do formulário disponível e posteriormente avaliadas por um júri. 

Os critérios da próxima edição fazem parte da estratégia estabelecida na edição deste ano e que levou à vitória de Salvador Sobral. Para o director de programas de Programas da RTP, Daniel Deusdado, esta é uma “estratégia que faz sentido”, sublinhando a importância da “liberdade das canções” que são “pensadas a partir do zero e sem barreiras“.

“Tínhamos uma marca que se baseava na tradição e que estava a dar sinais de desgaste. Sentimos necessidade de pensar e repensar o Festival”, explicou, no início do mês, na conferência de imprensa que oficializou os pormenores dos dois certames organizados pela RTP. O vencedor do Festival da Canção 2018 será eleito através da votação feita por um júri e pelo público, por televoto.

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