Torne-se perito

Marques Soares põe escultura nos roteiros turísticos

As lojas Marques Soares, no Porto, vão constar dos mapas turísticos com uma enorme escultura em forma de fita-métrica.

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Manuel Roberto

Uma gigantesca fita métrica, feita de madeira de cedro, com 30 metros de comprimento, instalada nas lojas Marques Soares, no Porto, vai passar a constar de alguns dos mapas turísticos da cidade, avançou ao PÚBLICO a directora de marketing da empresa, Elisabete Neves. Esta escultura, A Medida de Todas as Coisas, do artista plástico Isaque Pinheiro, deverá ser um dos pontos de paragem obrigatória, no número 92 da Rua das Carmelitas, nas imediações de ex-líbris como a Livraria Lello e a Torre dos Clérigos.

Por estes dias, são cada vez mais os turistas que entram porta dentro — onde ainda se atende o cliente da casa à moda antiga e pelo nome —, para verem e até tentarem tocar a escultura. De tal forma que a directora de marketing já contabilizou um aumento de 30 a 40% de entrada de turistas em relação a igual período do ano passado. “Já chegam encaminhados por guias turísticos que foram informados da existência da escultura que representa o meio século de história da Marques Soares”, diz. Esta começa a ser divulgada como um ponto de interesse cultural da cidade por vários postos e empresas de turismo.

Dentro de dias, conta Elisabete Neves, vai começar a ver os turistas a entrar com mapas na mão, já com a escultura assinalada para visita, que trazem dos hotéis e dos postos de turismo. “Estão a ser impressos”. Até que isso aconteça, aqueles que ainda ali entram por mera descoberta são na mesma brindados, à chegada, com vinho do Porto enquanto observam a escultura feita de madeira de cedro, tinta plástica, bronze e sisal, que se distribui na vertical no saguão, por toda a altura do edifício. Elizabete Neves chama a este espaço “o coração do imóvel da Marques Soares” porque foi ali mesmo que António Marques Pinho e Manuel Soares Antunes abriram a primeira loja, na altura com dez funcionários. Hoje têm 300 empregados distribuídos por mais lojas no Porto, Braga, Vila Real, Aveiro, Santarém, Beja e Évora; e cerca de 70 mil clientes.

Este saguão faz a união dos vários edifícios contíguos que entretanto a empresa adquiriu até aos dias de hoje, ocupando cinco mil metros quadrados naquele movimentado quarteirão da Rua das Carmelitas, sempre apinhado de turistas. Na loja encontra-se quase de tudo, entre produtos para a casa, para crianças e adultos, eletrodomésticos e perfumes. Por estes dias, abriu no último andar uma mercearia de venda de produtos típicos portugueses ao lado do restaurante de pratos também típicos. Mas, há 57 anos, a loja arrancou com a venda de tecidos a metro, o que é representado em A Medida de Todas as Coisas, segundo o artista plástico.

Toda a operação minuciosa e cuidada da instalação da peça demorou uma semana e exigiu várias mãos. Chegou dividida em dez peças, de três metros de comprimento cada. “Foi um constante subir e descer andaimes para a içar e segurar com cordas”, lembra Isaque Pereira. Agora está ali para ficar. E permite diferentes perspectivas conforme os visitantes sobem os pisos e a espreitam a partir dos varandins.     

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