Galp projecta furo no Alentejo para Abril de 2018

O consórcio que integra a Galp Energia prevê avançar com o primeiro poço exploratório de petróleo na costa alentejana no próximo ano, de preferência entre Abril e Junho, disse o presidente executivo, Carlos Gomes da Silva.

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Nuno Ferreira Santos

Em conferência de imprensa, o presidente da Galp Energia disse que o consórcio, liderado pela petrolífera italiana Eni, tem "tudo preparado para avançar" com o furo exploratório no mar, a 46 quilómetros ao largo de Aljezur e a 80 quilómetros de Sines.

"A janela fechou. Neste momento, temos projectado para 2018 o poço de avaliação, que para além de avaliar o potencial marítimo em termos energético, avalia também a biodiversidade e o potencial marinho".

Mais uma vez, Carlos Gomes da Silva referiu que a "janela" do período entre Abril e Julho é quando "há mais facilidade" para a operação.

A petrolífera italiana Eni detém uma participação maioritária de 70% na parceria com a Galp (30%) para a prospecção de petróleo na costa alentejana, onde detém três concessões, denominadas Lavagante, Santola e Gamba, que abrangem uma área total de aproximadamente 9.100 quilómetros quadrados.

O furo a realizar no Alentejo para conhecer as potencialidades do leito submarino terá uma profundidade entre os 1.200 e os 1.600 metros de profundidade, com um custo estimado de um milhão de dólares por dia (sendo previsível que se prolongue por um período de 45 a 60 dias).

O Governo liderado por António Costa suspendeu os contratos de pesquisa de petróleo com o consórcio liderado pela Repsol (com a Partex) e também com a Portfuel, do empresário Sousa Cintra, invocando diferentes incumprimentos contratuais.

Galp desiste da prospecção em três das quatro concessões em Peniche 

A Galp Energia desistiu de avançar com a pesquisa de petróleo em três das quatro concessões que detinha na bacia de Peniche, o que levou a petrolífera a registar uma imparidade de 22 milhões de euros nas contas do semestre.

Em conferência de imprensa, o presidente executivo da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva, afirmou que a petrolífera decidiu manter somente uma das áreas de pesquisa ao largo de Peniche, sem referir quais das quatro foram abandonadas (Camarão, Ameijoa, Mexilhão e Ostra).

"Decidimos devolver a concessão em três áreas da bacia de Peniche. Tomámos a decisão de abandonar estas áreas antes de furar", disse Carlos Gomes da Silva, referindo que a decisão foi tomada com base na análise aos dados geológicos recolhidos.

Em declarações aos jornalistas, o presidente executivo da Galp explicou "as três zonas [abandonadas] não têm magnitude nem dimensão que justifiquem o desenvolvimento de um projecto".

A quarta concessão ainda aguarda a análise de mais informação recolhida pelo estudo geológico: "Deixámos a quarta para um momento posterior quando tivermos mais informação".

A petrolífera registou imparidade de 22 milhões de euros relativas a esta decisão, o que o gestor precisou tratar-se do montante investido em dez anos, com os vários estudos, nomeadamente de sísmica, realizados naquelas concessões.