Modelo 3 da Tesla quer ser o automóvel eléctrico para as massas

A empresa já recebeu 400 mil pré-encomendas. Os primeiros 30 saem sexta-feira.

Elon Musk
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Elon Musk Reuters

É com o Modelo 3, que é lançado esta semana, que a Tesla espera conseguir produzir um carro eléctrico para as massas, saindo do nicho dos veículos de luxo em que se tem mantido até agora. Enfim, mesmo assim terão de ser clientes com algum dinheiro para gastar: o objectivo do empresário Elon Musk é vender estes carros pelo preço médio de 42 mil dólares, o que dá quase 36 mil euros.

A Tesla recebeu cerca de 400 mil pré-encomendas, feitas com depósitos de mil dólares (com devolução). O carro virá já com as câmaras e sensores que um dia tornarão os carros autónomos, e que dentro de alguns anos farão parte do equipamento de base dos automóveis. Será capaz de acelerar dos 0 aos 100 kms hora em menos de seis segundos. Promete uma autonomia de 345 km entre carregamentos.

Os primeiros 30 carros serão lançados na sexta-feira, mais 100 em Agosto e 1500 em Dezembro. Mas em Dezembro a Tesla deverá estar já a produzir 20 mil Modelos 3 por mês, com o objectivo de chegar a 500 mil no fim de 2018. Elon Musk pretende conseguir produzir um milhão destes veículos anualmente até 2020, diz o Financial Times.

Até agora, a Tesla tem vendido carros de luxo, em quantidades relativamente reduzidas, a preços que rondam os 90 mil dólares (77 mil euros). O Modelo 3, que visa uma camada de consumidores diferentes, é um teste determinante para a capacidade de produção da muito badalada empresa — e é anunciado como “o melhor carro do mundo”.

A General Motors antecipou-se e já tem no a chegar ao mercado com uma oferta para este mesmo segmento de mercado, o Chevrolet Bolt. Mas, diz o Financial Times, vendeu apenas 7600 unidades desde o seu lançamento, no fim do ano passado.

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As acções das Tesla dispararam ao aproximar-se o lançamento do Modelo 3, em reflexo da grande expectativa que está a gerar o último projecto de Elon Musk — o próprio empresário diz que a Tesla está sobrevalorizada. Afinal, actua num mercado que representa ainda apenas cerca de 1,1% das vendas de automóveis a nível mundial.

Mas a Tesla precisa bastante de capital, pois só no primeiro trimestre deste ano teve perdas no valor de 397 milhões de dólares — superiores, se comparadas com o período homólogo do ano passado. Mas as suas receitas mais do que duplicaram, para 2,7 mil milhões de dólares, diz o New York Times, prova de que é uma empresa que gera um enorme interesse mas que enfrenta enormes custos, nomeadamente na produção de baterias.

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