Protecção Civil espera controlar algumas frentes activas durante a noite

É esperada uma melhoria das condições meteorológicas nas próximas horas, com diminuição do vento e subida da humidade relativa.

LUSA/NUNO ANDRÉ FERREIRA
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LUSA/NUNO ANDRÉ FERREIRA

A Protecção Civil espera que a melhoria das condições meteorológicas nas próximas horas, com diminuição do vento e subida da humidade relativa, permitam controlar algumas das frentes activas dos cinco maiores incêndios que lavram em Portugal esta noite.

Às 22h45, os incêndios nos concelhos de Alijó (Vila Real), Mangualde (Viseu), Guarda e Oleiros (Castelo Branco) eram os que mais preocupavam as autoridades.

"Durante a noite, é nossa expectativa que a intensidade das frentes diminua um pouco e que possibilite a intervenção dos meios. Foi feito um reforço, em particular nos incêndios de Alijó, Mangualde, Guarda e Oleiros, no sentido de aproveitar algumas janelas de oportunidade que a noite poderá vir a dar, nomeadamente com uma diminuição da intensidade do vento e alguma subida da humidade relativa", disse à agência Lusa Miguel Cruz, da Protecção Civil.

O adjunto nacional de operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) espera que, nas próximas horas, a melhoria das condições meteorológicas e o trabalho no terreno, permitam "controlar" algumas das frentes que ainda se mantêm activas. "Com o trabalho e o reforço [de operacionais] que foi feito, [espero que] consigamos agora, com alguma colaboração também das condições meteorológicas um pouco mais favoráveis, ter capacidade de extinção de algumas destas frentes", disse Miguel Cruz.

Questionado sobre os danos causados pelos fogos, o adjunto nacional de operações da Protecção Civil relatou que há registo de algumas casas consumidas pelas chamas. "Tem havido algumas situações pontuais. Tivemos uma situação na Guarda, com quatro habitações devolutas que foram atingidas pelo incêndio e uma segunda habitação. Mas têm sido situações sem grandes problemas e sem danos de maior para a população e não há qualquer registo de feridos nestes incêndios, para já", afirmou Miguel Cruz.

Em relação aos meios humanos e materiais que se encontram no terreno a combater estes cinco incêndios, dois dos quais são no concelho de Mangualde, ultrapassam os 1300 operacionais e 300 veículos.

"Está empenhado um elevado contingente de meios humanos e materiais. O incêndio de Alijó tem 563 operacionais, 163 veículos, os dois incêndios de Mangualde têm no seu conjunto 440 operacionais e mais de 120 veículos, o incêndio da Guarda tem um total de 151 operacionais e 56 veículos e o incêndio de Oleiros tem 184 operacionais e 65 veículos", explicou Miguel Cruz.