Em noite de despedida, foi um english man a fazer a festa no Meo Marés Vivas

A última noite do festival recordou os êxitos de Sting, acolheu Joe Sumner, Miguel Araújo e Seu Jorge e deixou em aberto o local da próxima edição.

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Caelum Paulo Pimenta
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O último dia do Meo Marés Vivas, esgotado desde o início de Junho, guardava um dos momentos mais esperados do festival: depois de Bastille e Scorpions, foi a vez de Sting pisar o palco da Praia do Cabedelo, em Vila Nova de Gaia.

O recinto não precisou de muito tempo para começar a ficar preenchido e, ao contrário do primeiro dia, foram os mais velhos que ocuparam os lugares da frente, a maior parte à espera que o cantor britânico viesse fazer a festa com as cerca de 25 mil pessoas esperadas.

A pontualidade britânica confirmou-se: eram 23h e ouviam-se os primeiros acordes. Sting chegou, foi recebido em aplausos e num palco desprovido de cenários elaborados e acompanhado da sua guitarra fez uma verdadeira viagem no tempo. O alinhamento não mudou quase nada em relação ao que tem feito, mas o britânico não deixou de surpreender com uma homenagem a David Bowie, êxitos dos Police e as músicas que compôs para o seu projecto a solo, incluindo algumas do seu mais recente álbum, 57th & 59th.

Quando se ouviu English man in New York, o público do Cabedelo acordou e o seu entusiasmo mostrou que esta foi a escolha certa. As vozes estavam afinadas e o coro formado, fazendo parecer que não cabia mesmo mais ninguém naquele recinto.

Foi com Police que muito do espectáculo foi feito, recordando trabalhos como Spirits in a material worldEvery Little Thing She Does Is Magic, o clássico Message in a Bottle ou Every Breath You Take, um dos temas mais entoados e mais aplaudidos da noite. Só faltavam a Sting os seus companheiros Stewart Copeland e Andy Summers, de resto parecíamos ter de facto voltado ao tempo da banda de rock dos anos 80.

A meio do espectáculo vem o primeiro agradecimento: “Estou muito feliz por estar aqui com vocês”, disse ao público num português quase perfeito. Quando começou Fields of gold, um dos singles do álbum que lançou em 1993 – Ten Summoner's Tales –, fez-se silêncio. A música pedia esse ambiente, o público entendeu e só depois voltou a afinar as vozes para cantar com Sting. Seguiram-se So lonely e Desert Rose, numa energia que parecia não ter fim e que mostra que Sting continua a deixar tudo em palco.

Depois de cantar Roxanne, acompanhada de Ain’t No Sunshine, Sting veio ao palco mais duas vezes, entre os aplausos calorosos e entusiastas dos que não arredavam pé enquanto o cantor não voltasse. Quando regressou trouxe consigo mais êxitos e terminou com a fragilidade que não dispensa em algumas das suas composições, cantando Fragile.

Com Ashes to Ashes, fez um tributo a David Bowie, juntamente com o seu filho Joe Sumner, que horas antes abriu o palco principal, trazendo consigo apenas a sua guitarra acústica.

Num registo mais calmo, que acompanhava o pôr-do-sol do Cabedelo, o cantor esteve pouco mais de meia hora em palco e tocou algumas das músicas da sua banda Fiction Plane, terminando com Jelly bean, do seu projecto a solo, num concerto que não chamou muita gente ao palco principal.

Enquanto o público se compunha, foi a vez de um português pisar o palco MEO. Miguel Araújo actuou às 21h30 e tocou êxitos como Pica do 7Anda Comigo Ver os Aviões, dos Azeitonas e Os Maridos das Outras, levando o público a cantar em uníssono pela primeira vez no último dia do festival. Entre momentos de instrumental que chegavam a lembrar a banda sonora de um filme, houve espaço para chamar alguns membros da família a tocar Like a rolling stone. No final, e porque a espera já era longa para alguns, Miguel Araújo chamou Sting e às 23h ele apareceu.

Depois do britânico, seguiu-se a última actuação desta edição do Meo Marés Vivas. Seu Jorge chegou e poucos foram os que quiseram ir embora antes de o ouvir. Um dia depois da passagem pelo Super Bock Super Rock, o cantor brasileiro revisitou David Bowie através do seu álbum The Life Aquatic Studio Sessions, acompanhando-o de ritmos brasileiros muito particulares.

No palco Santa Casa, foram os Caelum e os Átoa que formaram a primeira multidão deste último dia.

E para o ano?

O Meo Marés Vivas vai voltar em 2018, mas nem as datas nem o local estão decididos. Segundo Jorge Silva, da PEV Entertainment, a próxima edição do festival terá lugar no fim-de-semana de 20 de Julho e vai manter o apoio da MEO e da Santa Casa.

Quanto à localização, ainda não se sabe se continuará a ser na Praia do Cabelo ou noutro local. Mas Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, garante que “será num local tão idílico” como o actual.

Além de o terreno actual ser uma propriedade privada onde irá ter início a construção de uma urbanização aprovada desde 2008, Eduardo Rodrigues acrescenta que, com o aumento do número de participantes em cada edição, há necessidade de expandir o festival: “Em 2017 tivemos uma média de 25 mil espectadores por dia. Teríamos o dobro do total se o espaço fosse maior”, concluiu o autarca.

Texto editado por Inês Nadais