Crítica

O orgulho e o preconceito

As 3 virtudes de 3 Gerações são altamente insuficientes para fazer dele um filme relevante (ou meramente interessante).

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Boas intenções, vontade de intervir sobre questões de crescente preponderância pública na vida contemporânea, e um óptimo elenco: são as 3 virtudes de 3 Gerações, altamente insuficientes  para fazer dele um filme relevante (ou meramente interessante) para além da sua eventual utilidade em contextos mais ou menos pedagógicos.

É a história da aceitação pela família da condição transgender de uma adolescente, Elle Fanning, que pretende mudar de género. Há a particularidade de a família directa da personagem de Fanning não ser uma “família tradicional”: a mãe, Naomi Watts, está separada do pai, e a avó, Susan Sarandon, é lésbica – mas também a que mais dificilmente aceita a mudança de género da neta (o título virá daí: a geração da avó venceu a batalha pela livre orientação sexual, a batalha da geração da neta pertence já a outra ordem). Mas a partir destas premissas Gaby Dellal faz pouco mais do que um telefilme insípido, a buscar uma exemplaridade que retira qualquer espécie de complexidade às personagens, limitadas àquilo que representam, não passando, portanto, de ideias ambulantes, cada uma “significando” o seu quinhão. Muito formulaico, com um sentido dramático “plano” e previsível, viverá eventualmente como um aparte de cariz sociológico mas não  se lhe augura outro tipo de futuro.