Todos os 149 edifícios ingleses testados falham na segurança

Inspecções a torres habitacionais no Reino Unido continuam e até agora a taxa de reprovação é de 100%.

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Reuters/PETER NICHOLLS

A porta-voz de Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, revelou nesta sexta-feira que 149 edifícios habitacionais no Reino Unido, em 45 áreas distintas, falharam os testes de segurança que estão em marcha, depois do incêndio na Grenfell Tower, que matou 79 pessoas, pelos menos . A porta-voz deixou críticas à decisão do conselho que investiga os revestimentos inflamáveis por declarar a reunião como privada.

"Até agora, o revestimento de 149 torres habitacionais em 45 áreas falhou nos testes. Isto quer dizer que continuamos com uma taxa de reprovação de 100%", disse a porta-voz citado pela Reuters.

Em resposta às perguntas dos jornalistas presentes, que não foram autorizados a assistir à reunião , a porta-voz declarou: "A nossa opinião é a de que o acesso à democracia deve ser sempre fácil”. "Existem regras  que afirmam que todas as reuniões públicas devem ser abertas ao público, excepto em certas circunstâncias. E nós esperávamos que o conselho respeitasse isso", declarou a porta-voz depois da reunião ter decorrido à porta fechada.

O incêndio na Torre Grenfell, em Londres, teve origem num frigorífico defeituoso,. Além disso, as autoridades dizem que o revestimento e isolamento do prédio falharam em todos os testes de segurança.

A superintendente da polícia metropolitanta de Londres, Fiona McCormack, já admitiu haver matéria para avançar com acusações por homicídio no decorrer das investigações.

A 14 de Junho, um incêndio de proporções catastróficas reduziu a escombros a Torre Grenfell, um edifício de 24 andares localizado no bairro de Kensington. Logo na altura circulou a informação de que a explosão num frigorífico no quarto andar teria causado o incêndio. Uma informação que foi depois confirmada.

Para lá da origem das chamas, fica a polémica sobre os alertas de moradores alegadamente ignorados. Os referidos residentes já teriam alertado para a insegurança do edifício em caso de incêndio.