Máximo dos Santos atento aos "impactos" da venda do Novo Banco sobre Fundo de Resolução

“Apesar das melhorias, a paisagem bancária europeia continua instável, como bem o demonstra a resolução do Banco Popular Espanha”, defendeu, durante uma audição no Parlamento

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ENRIC VIVES-RUBIO

O administrador do Banco de Portugal considerou esta terça-feira que há melhorias ao nível do sistema financeiro português, sublinhando que ainda há questões em aberto, como é o caso do impacto da venda do Novo Banco sobre o Fundo de Resolução.

"Fruto da acção convergente de diversos agentes, têm sido dados nos últimos tempos importantes passos rumo à estabilização do sistema financeiro português", destacou Luís Máximo dos Santos durante a audição no Parlamento no âmbito da sua promoção a vice-governador do banco central português.

"Claro que temos consciência de que há objectivos cruciais que importa ainda concluir e entre eles está - sem dúvida - a venda do Novo Banco e a gestão eficaz de todo o processo, designadamente quanto aos impactos sobre o Fundo de Resolução", assinalou o responsável, que preside desde Março a comissão directiva do Fundo de Resolução, que é o actualmente o accionista único do Novo Banco, cuja venda está em curso.

Por outro lado, Máximo dos Santos realçou que, "apesar das melhorias, a paisagem bancária europeia continua instável, como bem o demonstra a resolução do Banco Popular Espanha, determinada recentemente pelo Conselho Único de Resolução".

"Conseguimos salvaguardar plenamente a estabilidade da sua filial em Portugal", afirmou Máximo dos Santos durante a sua audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA).

O responsável apontou ainda para "os dois bancos italianos que tiveram de ser resgatados pelas autoridades do seu país" nos últimos dias, revelando que o Banco de Portugal iniciou já "um processo de reflexão interna sobre estes acontecimentos de modo a extrair as ilações que se imponham". 

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