Tiago Rodrigues reconduzido na direcção do Teatro D. Maria II

Secretário de Estado anuncia novo mandato de três anos na direcção do Teatro Nacional D. Maria II durante a apresentação da nova temporada.

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Tiago Rodrigues vai ficar mais três anos no Teatro D. Maria II LM MIGUEL MANSO

Miguel Honrado voltou à casa que já foi a sua, nas suas palavras, para anunciar a recondução do director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, Tiago Rodrigues.

Seis meses antes de acabar o seu actual mandato de três anos, que só termina em Dezembro, Tiago Rodrigues vê assim prolongado por outros três anos o seu vínculo ao teatro nacional, revelou esta segunda-feira o secretário de Estado da Cultura, que já integrou o conselho de administração, durante a apresentação da programação da próxima temporada. Também reconduzido foi o conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II, situado em Lisboa, e que é composto por Cláudia Belchior, Sofia Campos e Rui Catarino.

Para mais tarde, talvez antes de Agosto, prometeu Miguel Honrado, ficará a assinatura de um contrato-programa com o D. Maria que permita um financiamento plurianual, tal como com os teatro de São João e São Carlos. "Os contratos-programas são documentação assinada em conjunto pela Cultura e pelas Finanças. Só falta a assinatura pelas Finanças e penso que antes de Agosto esta situação estará resolvida", disse Miguel Honrado em resposta a uma pergunta do PÚBLICO sobre o calendário de assinatura dos contratos-programas com os teatros nacionais, que têm como objectivo dar uma maior flexibilidade às direcções artísticas na elaboração da programação. "Neste momento, estes organismos voltam a poder planear e perspectivar o seu trabalho, de gestão, de programação e de criação, a longo prazo", disse no seu discurso. 

Mesmo antes do anúncio da programação, que foi feita por Tiago Rodrigues, Miguel Honrado tomou a palavras para afirmar "publicamente a confiança do Ministério da Cultura no conselho directivo, que se manterá por mais um mandato", esclarecendo depois aos jornalistas que a recondução se aplica aos dois órgãos directivos, ao conselho de administração e à direcção artística. "A capacidade de dar estabilidade às equipas e permitir que o tempo actue sobre as apostas programáticas é fundamental à boa gestão de uma organização e ao cumprimento da sua principal missão", disse ainda o secretário de Estado na sua intervenção. Depois, explicou que ao longo do último ano "foi desenvolvido um relevante trabalho entre a tutela e os conselhos de administração deste teatro e [dos outros teatros nacionais]", permitindo-lhe anunciar que "em breve teremos aprovados pelo Governo uma política sectorial e contratos plurianuais para os teatros nacionais e para a Companhia Nacional de Bailado". 

Sobre a recondução ter sido feita com seis meses de antecedência, Miguel Honrado explicou aos jornalistas que "a antecipação do anúncio radica na mesma preocupação tida com os contratos-programas, uma preocupação de sustentação na relação com o meio artístico". E mesmo que sejam só assinados no segundo semestre do ano, os contratos-programas "terão um efeito retroactivo".