Incêndio na Torre Grenfell teve origem num frigorífico

Polícia de Londres diz ainda que o revestimento falhou em todos os testes de segurança e que admite haver matéria para acusações por homicídio devido ao incêndio que matou 79 pessoas.

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O incêndio na Torre Grenfell, que vitimou 79 pessoas, em Londres, teve origem num frigorífico defeituoso, segundo informações divulgadas nesta manhã pela polícia britânica. Além disso, as autoridades dizem que o revestimento e isolamento do prédio falharam em todos os testes de segurança.

A superintendente da polícia metropolitanta de Londres, Fiona McCormack, admite haver matéria para avançar com acusações por homicídio no decorrer das investigações.

A 14 de Junho, um incêndio de proporções catastróficas reduziu a escombros a Torre Grenfell, um edifício de 24 andares localizado no bairro de Kensington. Logo na altura circulou a informação de que a explosão num frigorífico no quarto andar teria causado o incêndio. Uma informação que agora foi confirmada.

Para lá da origem das chamas, fica a polémica sobre os alertas de moradores alegadamente ignorados. Os referidos residentes já teriam alertado para a insegurança do edifício em caso de incêndios.

Nos últimos anos, o Grenfell Action Group, publicou num blogue repetidos avisos e críticas sobre a falta de segurança da torre. Em Novembro de 2016, o grupo acusava a administração do edifício de ser uma "mini-máfia". E dizia que só um "acidente catastrófico" poderia expor publicamente a "incompetência" da administração dos apartamentos e as falhas de segurança.

Os moradores queixavam-se, entre outras coisas, da falta de instruções sobre como actuar em caso de incêndio e da existência de apenas uma saída de emergência. "Não podem dizer que não avisámos", diziam na altura.

Já em 2013, após um pequeno incêndio provocado por um curto-circuito, o grupo de residentes afirmara que a tragédia tinha sido evitada por pouco.

Depois surgiu a informação de que o prédio foi sujeito a uma remodelação no valor de dez milhões de libras (mais de 11 milhões de euros), concluída em 2016. Nas obras, foi instalado um novo sistema de aquecimento, vidros duplos e o tal revestimento exterior que ardeu como um fósforo.

A inspecção em curso aos prédios de habitação na sequência do incêndio já encontrou sete outros edifícios com revestimento inflamável e em quatro zonas diferentes. Estão a ser realizados testes em cerca de 600 edifícios no país, anunciou o Governo. 

Na quarta-feira, a primeira-ministra, Theresa May, inundada por críticas devido à gestão do incidente, pediu publicamente desculpa.