Exame do 12.º ano: Inspecção da Educação já está a investigar alegada fuga de informação

Gravação que terá circulado dias antes da prova dava conta de conteúdos que saíram de facto no exame de segunda-feira.

Exame de Português do 12.º ano foi realizado por mais de 70 mil alunos
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Exame de Português do 12.º ano foi realizado por mais de 70 mil alunos Rui Gaudencio

A alegada fuga de informação do exame de Português do 12.º ano está já a ser investigada pela Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), mas até ao final da tarde desta quinta-feira os dados sobre este caso ainda não tinham dado entrada no Ministério Público (MP).

O Instituto de Avaliação Educativa (Iave), que é responsável pela elaboração dos exames e pela sua aplicação, anunciou na quarta-feira que ia enviar para a IGEC e para o MP todos os dados relativos à denúncia que recebeu dando conta de uma alegada fuga de informação sobre os conteúdos do exame de Português do 12.º ano, que foi realizado na segunda-feira por mais de 70 mil alunos.

Segundo o Ministério da Educação, a participação chegou ainda na quarta-feira à IGEC, que já se encontra no terreno. Mas da parte do Ministério Público, o gabinete de comunicação da Procuradoria-Geral da República informou que esta informação ainda não tinha dado entrada. “A situação mantém-se igual à que foi descrita pela Sra. Procuradora”, indicaram.

Em declarações aos jornalistas, a procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, indicou nesta quinta-feira que "até ao final do dia de quarta o Ministério Público não recebeu nenhuma participação formal" sobre o assunto. A assessoria de comunicação do Iave garante, pelo seu lado, que o caso já foi remetido para o MP.

Em causa está uma gravação áudio de uma suposta aluna, que terá circulado na rede WhatsApp alguns dias antes do exame de Português, dando conta de conteúdos que acabaram por sair na prova. Como anunciado nesta gravação, o autor escolhido foi Alberto Caeiro e o tema da composição também coincidiu. Foi sobre a importância da memória.