Pedrógão: Bombeiro internado na Prelada tem prognóstico reservado

O bombeiro encontra-se ventilado e apresenta queimaduras graves na face e nos membros superiores e inferiores. Já esta segunda-feira, o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses deu conta da morte de um bombeiro aumentando o número de vítimas para 63.

O último balanço dá conta de 63 mortos e 135 feridos
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O último balanço dá conta de 63 mortos e 135 feridos LUSA/PAULO NOVAIS

O bombeiro internado desde a madrugada de domingo na unidade de queimados do Hospital da Prelada, no Porto, vítima do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, mantém “um prognóstico reservado”, informou esta segunda-feira fonte do hospital.

“Até ao momento não houve qualquer evolução do estado do ferido, que se encontra ventilado e apresenta queimaduras graves na face, nos membros superiores e inferiores”, revelou fonte do Hospital da Prelada, em comunicado, indicando que a equipa médica continua a realizar “todos os procedimentos necessários” à melhor prestação de cuidados.

O bombeiro que está internado em “prognóstico reservado” deu entrada no Hospital da Prelada, na madrugada de domingo, “com queimaduras na face e nos membros superiores e inferiores”, informou fonte oficial da unidade, referindo que o ferido, oriundo de Castanheira de Pera, foi assistido no local e transportado para a unidade portuense devidamente estabilizado.

Cerca das 17h desta segunda-feira, o número de pessoas que morreram no incêndio florestal que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, aumentou para 63 com a “triste notícia” da morte de um bombeiro da corporação de Castanheira de Pera que se encontrava internado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), de acordo com o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares.

Entre sábado e segunda-feira, o CHUC recebeu 60 pessoas no serviço de urgência devido ao incêndio na zona de Pedrógão Grande, mantendo-se internados 25 doentes, enquanto outros 35 já tiveram alta.

No domingo, fontes hospitalar e governamental tinham informado que estavam hospitalizados 11 feridos em unidades de queimados de hospitais de Lisboa, Coimbra e Porto, em consequência do incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande.

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse no domingo à Lusa que nas unidades de queimados de hospitais de Lisboa estavam internados dois feridos em Santa Maria e um no São José, além de outros sete no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

O fogo, que deflagrou às 13h43 de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.

O último balanço dá conta de 63 mortos e 135 feridos. Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

Além de Pedrógão Grande, existem quatro grandes fogos a lavrar nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco. Em todo o País, os fogos mobilizam um total de cerca de 2155 operacionais, 666 veículos e 21 meios aéreos.