Oliveira/Melo Gouveia campeões nacionais de pares

Prova decorreu no Guardian Bom Sucesso com discussão nos seniores em simultâneo

Francisco Oliveira e Tomás Melo Gouveia não deram hipótese em Óbidos
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Francisco Oliveira e Tomás Melo Gouveia não deram hipótese em Óbidos

Francisco Oliveira e Tomás Melo Gouveia venceram hoje (Domingo) pela primeira vez o Campeonato Nacional de Pares, cuja 29ª edição foi organizada pela Federação Portuguesa de Golfe (FPG) no Guardian Bom Sucesso Golf, no concelho de Óbidos.

Os algarvios do Clube de Golfe de Vilamoura lideraram desde o primeiro dia e, apesar de uma segunda volta não tão bem conseguida, triunfaram com uma vantagem de 4 pancadas sobre Martim Batista e João Costa.

Tomás Melo Gouveia e Francisco Oliveira totalizaram 147 pancadas, 3 acima do Par, após voltas de 70 e 77, enquanto João Costa e Martim Batista agregaram cartões de 76 e 75 para um resultado final de 151 (+7).

No Campeonato Nacional de Pares Seniores, que decorreu em simultâneo, no mesmo local, o britânico Ian Bolwell e o português António Pires do ACGB (Pestana Golf Resort da Quinta da Beloura), terminaram com o reinado do britânico David Gray e do dinamarquês Finn Kastrup, que tinham ganho por três vezes nos últimos quatro anos.

António Pires e Ian Bolwell totalizaram 159 pancadas, 15 acima do Par, com “scores” de 82 e 77, dilatando hoje a sua superioridade graças ao melhor cartão do torneio.

Finn Kastrup e David Gray, do Club de Golf do Estoril, que aos 18 buracos estavam a apenas 1 pancada dos líderes, terminaram a 4 dos agora novos campeões, com 163 (83+80), +19.

Pelo terceiro ano consecutivo não houve competição feminina.

Se o triunfo da dupla luso-britânica nos seniores pode ser considerada uma pequena surpresa dado o domínio que os ex-campeões exerceram em 2013, 2015 e 2016, já a vitória dos algarvios tem de ser apontada como expectável.

Francisco Oliveira tem brilhado este ano no circuito universitário americano, onde venceu um torneio (o Skyhawk Invitational, o seu 4º título de carreira nos Estados Unidos) e foi eleito jogador do ano pela Appalachian Athletic Conference (AAC), a liga de universidades norte-americanas situadas nos Estados do Tennessee, Kentucky, Geórgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Virgínia.

Tomás Melo Gouveia tem estado a viver meses de glória com os triunfos na Taça da Federação Portuguesa de Golfe /BPI em 2016, no Campeonato Nacional Absoluto (Amador) Peugeot e (ainda em 2017) no 3º Torneio do Circuito FPG. Mereceu, por isso, o convite da FPG para o Open de Portugal @ Morgado Golf Resort, onde teve o privilégio de jogar ao lado da elite de profissionais do European Tour, entre os quais o seu irmão mais velho, Ricardo, o nº1 português.

Estes dois jogadores já tinham emparceirado antes, como recorda ao Gabinete de Imprensa da FPG o mais jovem dos irmãos Melo Gouveia:

«Já tinha jogado com o Francisco noutro Campeonato Nacional de Pares, em Santo Estêvão, em 2015, e gosto muito de jogar com ele. É um grande amigo meu e é sempre bom jogar com um bom amigo. Ficámos em 2º lugar nesse ano e era este título que nos faltava obter juntos. Tínhamos o objetivo de ganhar este torneio há algum tempo».

Em 2015 tinham perdido com Tomás Bessa e Renato Ferreira, dupla que repetiu a vitória em 2016 no Ribagolfe-2, mas que este ano não se apresentou para defender o título.

Os retumbantes sucessos recentes de Tomás Melo Gouveia levaram-no a alterar os seus planos iniciais. Quando no ano passado regressou a Portugal, após licenciar-se nos Estados Unidos, onde também competiu (pelo Rollins College, na Florida), o irmão de Ricardo só pensava em continuar a jogar como amador.

Chegou mesmo a empregar-se na sua área de gestão, numa empresa em Lisboa, mas, entretanto, como hoje divulgou, está finalmente a encarar a sério a possibilidade de uma carreira profissional como jogador de golfe.

«O meu estágio já acabou e agora estou a dedicar-me a cem por cento ao golfe, com o objetivo de tornar-me profissional no final do ano», disse, desejoso de seguir as pisadas de Ricardo Melo Gouveia.

Quanto a Francisco Oliveira, lembra que após o verão terá de voltar ao Estado norte-americano da Geórgia: «Ainda me falta um ano e meio lá. Agora, pela seleção nacional não tenho nada previsto, pelo que vou competir por minha conta em Portugal e no final de julho, em princípio, na Bélgica, Alemanha e Inglaterra».

Uma coisa é certa, em setembro, se os dois jogadores estiverem disponíveis para representar Vilamoura no Campeonato Nacional de Clubes Solverde, o treinador Joaquim Sequeira passará a ter esta opção como par.

A última vez que estes dois jogadores estiveram juntos nessa prova foi em 2014, mas Joaquim Sequeira optou por juntar Francisco Oliveira a Vítor Lopes. Já no ano passado foi Tomás Melo Gouveia a jogar ao lado de Vítor Lopes.

Se os três jogadores estiverem juntos e disponíveis, a equipa de Vilamoura terá várias opções de par e será interessante estudar a gestão do treinador da equipa.

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