PJ afasta origem criminosa de incêndio e aponta para trovoadas secas

Director diz que tudo aponta para causas naturais.

Adriano Miranda
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Adriano Miranda

O director nacional da Polícia Judiciária (PJ) afirmou neste domingo à Lusa que o incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa.

“A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivamente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio”, disse Almeida Rodrigues.

“Conseguimos determinar que a origem do incêndio foi provocada por trovoadas secas”, tendo sido a partir daí que o fogo se propagou, explicou o director nacional da PJ.

A árvore estava próxima da localidade de Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e segundo as autoridades, tudo indica que foi nesse local que teve início o fogo que já lavra também nos municípios vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.

Segundo Almeida Rodrigues, desde sábado, a PJ tem estado no terreno com brigadas em vários locais, em articulação com a GNR.

“Nós temos equipas no terreno numa tripla vertente, por um lado, no plano da prevenção, embora obviamente contra trovoadas não é possível prevenir o que quer que seja”, com “equipas no terreno para determinar as causas do incêndio e da progressão do incêndio” e outras para investigar “as causas da morte das pessoas que foram atingidas por esta tragédia”, acrescentou.

O fogo, que causou pelo menos 57 mortos e 59 feridos, incluindo quatro bombeiros, deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande (distrito de Leiria), e alastrou aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, obrigando a evacuar povoações ou deixando-as isoladas.

Algumas das vítimas mortais foram apanhadas pelas chamas quando circulavam por estradas.