Sindicato da UGT não adere à greve de professores de 21 de Junho

Sinape contra realização de uma paralisação em dia de exames nacionais.

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Há sete sindicatos de professores que não aderem à greve Fabio Augusto

O Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape) anunciou nesta quarta-feira que não adere à greve que a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE) convocaram para o próximo dia 21, data em que se realizam vários exames do 11.º ano.

À semelhança da FNE, o Sinape faz também parte da UGT. Em comunicado enviado à comunicação social, este sindicato diz haver “grandes razões para a greve”, mas considera que este “não é o momento certo”. “Não faz sentido estar a preparar os alunos para depois os prejudicar nos exames”, justificou ao PÚBLICO o secretário-geral do Sinape, Francisco Pinto.

Não é a única razão para o Sinape não aderir à greve. Francisco Pinto lembra que algumas das principais reivindicações dos sindicatos de professores, como o descongelamento das carreiras e a progressão, têm de ser debatidas em sede de Orçamento do Estado para 2018. Devemos dar um sinal à tutela, ao Governo e aos partidos do nosso descontentamento e de uma forma enérgica dizemos: damos tempo para encontrarem soluções, mas em Setembro se nada se alterar vamos à luta”, afirma-se na nota divulgada nesta quarta-feira.

Também os seis sindicatos independentes de professores já anunciaram que não aderem à greve, por discordarem que esta ocorra num dia de exames nacionais. 

A Fenprof e a FNE mantêm a convocatória, embora tenham assinalado que estão disponíveis para desconvocar a greve se o Ministério da Educação se mostrar disponível para assumir um compromisso escrito sobre as principais reivindicações dos sindicatos. Na semana passada, o primeiro-ministro disse no Parlamento que está esperançado num acordo, mas até agora o Ministério da Educação ainda não entrou em contacto com nenhuma das federações.