Marcelo pede um país livre do "atraso, da ignorância, da dívida e da sujeição"

Presidente da República abriu, no Porto, comemorações do Dia de Portugal condecorando três militares dos três ramos das Forças Armadas.

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Presidente da Republica assiste ao desfile dos militares na Foz do Porto Nelson Garrido
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enalteceu neste sábado a importância das Forças Armadas que deram ao país "vezes sem conta a independência e a liberdade” e disse que “o presente é a nossa exigência, o futuro é o nosso destino".

Ao discursar no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, cujas comemorações oficiais decorreram, neste sábado, na cidade do Porto, o Presidente da República referiu que importa afirmar que se pretende no futuro um país "independente e livre. Independente do atraso, da ignorância, da pobreza, da injustiça, da dívida, da sujeição. Livre da prepotência, da demagogia, do pensamento único, da xenofobia e do racismo".

Mas este é também dia de Camões, destacou. “ [É] dia da nossa língua, da nossa educação, da nossa ciência, nossa inovação, nosso conhecimento, como que a dizer-nos que só seremos portadores de independência, de liberdade e de universalismo se juntarmos à cultura ancestral a antecipação do futuro".

O chefe supremo das Forças Armadas não esqueceu as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, comunidades "desse outro Portugal que nos faz universais” que devem estar "mais presentes nas nossas leis, nas nossas decisões colectivas, na nossa economia, mas sobretudo na nossa alma".

De resto, aproveitou para dizer que Portugal acompanha "muito de perto" as comunidades "com uma palavra de incondicional solidariedade, em especial para as que mais sofrem ou desesperam” e abre-se "àquelas e aqueles" que chegam ao país "de tantas paragens sonhando ficar" e ter uma vida melhor do que aquela que "lhes é negada nas suas terras natais".

O Presidente da República deteve-se depois na simbologia do Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades e das Forças Armadas, para dizer que “este dia deve ser a missão do país de todos os dias”: "Respeitar quem nos deu e dá a independência e a liberdade de ser como somos, criar riqueza, combater a pobreza, superar injustiças, promover conhecimentos, abraçar uma pátria que não tem fronteiras espirituais e nasceu para ser ecuménica e fraternal".

E porque as comemorações oficiais do Dia de Portugal decorreram este ano no Porto, Marcelo Rebelo de Sousa puxou pelos valores da “leal, nobre, livre e independente” da cidade”, realçando que o Porto "nunca traiu" o país, bem como "nunca temeu e nunca vacilou".

A terminar deixou uma mensagem de esperança. "Tal como dentro de horas em terras de Vera Cruz, unidos nos encontramos todos, para além do que nos possa apertar, afirmando que acreditamos em Portugal, acreditamos nos portugueses. O passado, mesmo quando menos feliz, foi a nossa garantia, o presente é a nossa exigência, o futuro é o nosso destino", acrescentou o chefe de Estado, que depois da sua intervenção condecorou três militares dos três ramos das Forças Armadas.

No Porto, as cerimónias terminaram o desfile das forças em parada, com a apresentação dos meios da Componente Naval fundeados e dos desfiles Motorizado, do Bloco de Estandartes Nacionais, dos Antigos Combatentes, das Forças Apeadas, das Forças da Componente Operacional, da Força a Cavalo e da Componente Aérea.