“Os arguidos são presumidos inocentes”, diz Mexia

Presidente da EDP diz que nenhum dos membros do conselho executivo da EDP se sente "visado" na investigação.

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Mexia está à frente da EDP desde 2006 Nuno Ferreira Santos

Numa conferência de imprensa em que não chegou a especificar qual das suspeitas, ou se todas, recaem sobre si na investigação em curso (estão em causa, corrupção activa, corrupção passiva e participação em negócio, segundo o Ministério Público) o presidente da EDP sublinhou “um aspecto muito importante”: “Os arguidos são presumidos inocentes”, afirmou.

“Ficou claro” que os administradores da EDP (além de Mexia, também foi constituído arguido João Manso Neto) agiram no “no contexto de actividades de representação” dos órgãos da empresa que estavam "a tomar decisões para cumprir a lei”, declarou o presidente executivo da EDP naquela que foi a primeira explicação pública sobre a investigação que está em curso no Ministério Público às chamadas "rendas da energia". Além dos dois responsáveis da EDP, também são arguidos um administrador e um director da REN, João Faria Conceição e Pedro Furtado, respectivamente.

“Estávamos a cumprir a lei. Ninguém se sente mais frágil por cumprir a lei. Toda a gente se sente mais forte quando cumpre a lei. E foi o que nós fizemos”, sublinhou António Mexia.

“O grosso das decisões” relevantes para o processo dos contratos polémicos conhecidos por CMEC foi tomada em 1995 e 2004, afirmou ainda. “Nenhuma das pessoas que aqui está tinha assento no conselho” da empresa nesses momentos; “não nos sentimos visados”, reforçou o líder da EDP.

Sobre as rendas e remunerações, o gestor (que chegou à EDP em 2006) adiantou que "a definição desses valores não tem nada a ver com 2007", quando foram operacionalizados os  CMEC. "Não tem nada a ver com a iniciativa da EDP e sobretudo não tem nada ver com este conselho que aqui está", disse António Mexia.