António Costa e o Acordo de Paris: “É pena o Presidente Trump não ter frequentado esta escola”

Na visita a uma escola em Santarém, o primeiro-ministro afirmou que até as crianças sabem que há o dever de preservar o planeta para as gerações futuras.

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta sexta-feira que o "primeiro dever" dos responsáveis do mundo é preservar o Planeta para as gerações futuras, quando questionado sobre a desvinculação dos Estados Unidos do acordo climático de Paris.

"É pena o Presidente Trump não ter frequentado esta escola e saber o que estes meninos quando saírem da escola já sabem. Aquilo que, infelizmente, muitos responsáveis no mundo não sabem é que temos um planeta e o nosso primeiro dever é preservá-lo para as gerações futuras", disse António Costa aos jornalistas depois de uma visita à Escola de Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, justificou a decisão anunciada na quinta-feira nos jardins da Casa Branca com a desvantagem que o acordo climático representa para os Estados Unidos da América.

Concluído em 12 de Dezembro de 2015 na capital francesa, assinado por 195 países e já ratificado por 147, o acordo entrou formalmente em vigor a 4 de Novembro de 2016, e visa limitar a subida da temperatura mundial reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa.

Portugal ratificou o acordo de Paris a 30 de Setembro de 2016, tornando-se o quinto país da União Europeia a fazê-lo e o 61.º do mundo. O acordo histórico teve como “arquitectos” centrais os Estados Unidos, então sob a presidência de Barack Obama, e a China, e a questão dividiu a recente cimeira do G7 na Sicília, com todos os líderes a reafirmarem o seu compromisso em relação ao acordo, com a excepção de Donald Trump.

António Costa escusou-se a tecer mais comentários ou a responder a outras questões, tendo centrado o seu discurso no exemplo da Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha, projecto pioneiro de promoção da cultura científica dentro da comunidade escolar, e a descentralização de competências para as autarquias na vertente educativa.