“Um certo elitismo”

A mais alta percentagem de alunos com rendimentos mais elevados foi encontrada no ensino universitário privado.

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Martin Henrik

Apenas 16,6% dos alunos que foram inquiridos provém de agregados familiares de baixos rendimentos. Face à realidade encontrada, os investigadores sublinham “um certo elitismo” na composição do corpo de estudantes do ensino superior.

A maior parte dos alunos (46,7%) pertence a famílias de rendimentos médios, ao passo que 36,7% faz parte de agregados com rendimentos altos/médio-altos. Esta classificação é feita com base na percepção dos próprios alunos em relação ao estatuto socio-económico das suas famílias, mas que é confirmada por indicadores como a posse de viatura própria ou o uso de cartão de crédito que foram também levantados por esta investigação.

A mais alta percentagem de alunos com rendimentos mais elevados foi encontrada no ensino universitário privado (47,3%). Em sentido contrário, é entre os estudantes do ensino politécnico público que se encontram mais pessoas de agregados com “rendimentos baixos” (20,5%).

Relativamente à ocupação dos pais, os estudantes do ensino superior são maioritariamente provenientes de famílias em que o pai é “pequeno proprietário” (18,5%) e a mãe “doméstica” (18,5%). A maioria dos estudantes inquiridos respondeu que o pai e a mãe tinham “alguma frequência do ensino secundário/ secundário” (pai: 25.5%; mãe: 28,9%) ou “alguma frequência do ensino superior/superior” (pai:26,8%; mãe: 32%), “indiciando que a ascendência dos estudantes do ensino superior é mais favorecida do ponto de vista de qualificações do que a população portuguesa no seu conjunto”, aponta o estudo.