Opinião

Cartas ao director

Quem vai pagar?

A vitória dos manos Sobral no Festival Eurovisão da Canção 2017 atribuiu a Portugal a responsabilidade de organizar o próximo festival. Tudo indica que o MEO Arena será o palco escolhido. Fazendo fé nas notícias, o investimento ronda os 50 milhões de euros. Espero que a Câmara Municipal de Lisboa e o Governo não disponibilizem dinheiro dos contribuintes para pagar o evento. Imagino o investimento que a televisão pública fará! Gostei de ouvir as palavras de Salvador Sobral sobre os refugiados. Salvador podia dar parte da receita dos direitos de autor da canção vencedora ao Fundo para os Refugiados das Nações Unidas.

Ademar Costa, Póvoa de Varzim

LA46

O título desta carta poderia ser meio subversivo, encriptado, com algum significado oculto, quiçá malicioso. Nada disso: é apenas um elogio deste leitor ao trabalho do jornalista Luís Afonso (LA46). Assim como outros se distinguem nas mais diversas artes, LA puxa pelos neurónios e, com o diálogo de bonecos à mesa dum bar (daí Bartoon), faz-nos reflectir sobre coisas sérias com uma pitada de humor. (...) Dia 18, o tema era o problema das relações russo-americanas. Quando os presidentes se falam, há que desconfiar, pois um deles pode estar a tramar alguma... Também podem ser os dois: é "um problema". No tempo do Kennedy e do líder soviético-ucraniano, o problema era ainda mais sério; aquilo esteve feio em 1963. Desconfio que Trump tem a chave da questão: o negócio. Que tal se Putin comprasse a Crimeia à Ucrânia, para legalizar a coisa? Afinal, os EUA compraram o Alasca aos russos e todos ficaram satisfeitos.

Antides Santo, Leiria

Pilaretes

Nesta cidade de Lisboa, do "salve-se quem puder", as taxas aumentam, a vida definha, o trânsito enfastia... mas os pilaretes medram a bom medrar por essas ruas, avenidas e rotundas da capital! Resido nas chamadas Avenidas Novas (que de novas pouco têm) e, na confusão das urgentes obras pré-eleitorais, deparei com a alteração de trânsito na Av. Visconde Valmor (entre a Av. Defensores de Chaves e a Av. Filipa de Vilhena). A descrição é impossível. Aliás, tentar fazê-lo correria o risco de poucos nela acreditarem. Como S. Tomé: é bom ver para crer! Impõe-se uma romaria ao local. Para quê? Para rir!

Como diria o Eça, temos de rir! O riso é uma filosofia e, em política (urbanística ou não), é uma opinião. Dão-se alvissaras a quem adivinhar o nexo de tal obra — para além da compra de mais umas dezenas ou centenas de pilaretes e umas centenas de litros de tinta para embelezamento do alcatrão. Já agora: quem beneficiará com a compra de tanto pilarete e de tanta tinta? Certamente que não serão os lisboetas e, menos ainda, os residentes.

Diogo V. Alvim, Lisboa

O PÚBLICO ERROU

Na notícia publicada ontem sobre o Banco de Leite Humano, o PÚBLICO referiu, por lapso, que o organismo tinha um terço das dadoras de que necessita. Na verdade, tem um quarto.