Temer enfrenta milhares nas ruas

Michel Temer recusa afastar-se da presidência do Brasil, mas as pressões multiplicam-se.

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Milhares de pessoas saíram à rua na quinta-feira, num protesto contra o Presidente Michel Temer que recusou demitir-se do cargo. No Palácio do Planalto, em Brasília, vários manifestantes atiraram pedras e garrafas contra a polícia.

Os manifestantes atiraram pedras ao cordão policial, enquanto gritavam “deixa passar a revolta popular” e “ei, fardado, você 'tá do lado errado”. O protesto terminaria horas depois, com bombas e gás lacrimogéneo nas proximidades do Palácio do Planalto, a sede da presidência brasileira.

Já na Avenida Paulista, em São Paulo, o prédio da presidência esteve cercado pela polícia, enquanto manifestantes gritavam contra Temer, num clima menos tenso, descreve a Folha de São Paulo. As autoridades optaram por não divulgar números oficiais e a organização da manifestação também não quis avançar dados sobre a participação no protesto.

As palavras de ordem "Fora Temer" e "Eleições Gerais" também ganharam eco em Curitiba, com parte dos manifestantes a dirigir-se ao Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná.

No bairro de Cinelândia, no Rio de Janeiro, foram usadas bombas e balas de borracha para dispersar os manifestantes.

A denúncia, revelada pelo jornal O Globo, surgiu no âmbito de um acordo feito com a Justiça pelos empresários Joesley e Wesley Batista, proprietários do grupo JSB, um dos maiores exportadores de carne congelada do mundo. Os dois estão a ser investigados pela Lava-Jato, a operação que apura a grande rede de corrupção que atinge políticos, empresas e bancos no Brasil. 

Até ao momento foram apresentados oito pedidos de destituição de Michel Temer no Congresso.

O Presidente do Brasil, Michel Temer, perdeu na quinta-feira um ministro, o da Cultura, Roberto Freire. Numa carta dirigida ao Presidente, Freire explica a decisão de se demitir com os “últimos acontecimentos e a instabilidade política gerada pelos factos que envolvem directamente a Presidência da República".

Explica ainda que voltará ao seu mandato na Câmara dos Deputados “para ajudar o país a buscar um mínimo de estabilidade política que nos permita avançar em reformas fundamentais para o desenvolvimento da economia, geração de emprego e renda e garantia dos direitos fundamentais para toda a população".

Bruno Araújo, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e ministro das Cidades, anunciou também que se demitiria devido à suspeita de envolvimento de Temer num caso de corrupção, mas não confirmou a decisão.