Viaduto de Alcântara, em Lisboa, reabre ao trânsito na segunda-feira

Os trabalhos de recuperação do viaduto estão quase a terminar e, este sábado, o trânsito estará cortado em ambos os sentidos.

Daniel Rocha
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Daniel Rocha

O viaduto de Alcântara, em Lisboa, reabre ao trânsito na próxima segunda-feira, exactamente dois meses depois de o acesso automóvel ter sido vedado por causa de um incidente. Em resposta a insistentes solicitações do PÚBLICO, a câmara municipal informou esta sexta-feira que o tráfego vai ser retomado entre Alcântara-Terra e Alcântara-Mar "sem constrangimentos ou condicionamentos".

Mas, no sábado, ambos os sentidos estarão cortados para que terminem os trabalhos de reabilitação da estrutura. "As alternativas aconselhadas neste dia para chegar ou sair da zona das Docas são a CRIL e os viadutos da Infante Santo e Pedrouços", aconselha a câmara.

A autarquia esclareceu igualmente que os pórticos, destinados a impedir o acesso de veículos pesados ao viaduto, só deverão ser instalados "no início de Junho". Segundo o calendário distribuído aos jornalistas a meio de Abril, a instalação desses pórticos devia ter acontecido até 3 de Maio. E o fim das obras estava previsto para 5 de Maio.

O encerramento ao trânsito do viaduto de Alcântara deu-se a 22 de Março na sequência de uma "deslocação da estrutura" que, acredita a câmara, terá sido provocada pelo embate ou travagem brusca de um veículo pesado no tabuleiro. Duas partes desse tabuleiro ficaram separadas, o que durante umas horas levou mesmo ao corte da circulação ferroviária na Linha de Cascais e do trânsito na Avenida da Índia. 

Os trabalhos de reparação do viaduto começaram nas últimas semanas de Abril e estão a cargo da construtora Teixeira Duarte. A obra está orçada em cerca de 300 mil euros, de acordo com o vereador Manuel Salgado. O viaduto de Alcântara foi constuído como provisório em 1973 e a sua substituição, apesar de estar prevista formalmente desde 2014, ainda não tem data para avançar. 

Na última inspecção regular à estrutura, feita um mês antes do incidente de Março, a empresa Betar deu nota 2 ao estado de conservação dos três corpos do viaduto (numa escala de 0 a 5, em que 0 é “óptimo” e 5 é “muito mau”). Os próximos trabalhos de fundo estavam previstos só para 2020 e 2022.

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