Governo avança com variante à EN14 nos concelhos da Maia e da Trofa

Obra vai ser paga com fundos nacionais, admitiu o primeiro-ministro.

A EN14 serve zonas industriais e tem muito tráfego de pesados
Foto
A EN14 serve zonas industriais e tem muito tráfego de pesados Renato Cruz Santos

O primeiro-ministro António Costa anunciou esta sexta-feira a construção da variante alternativa à Estrada Nacional 14 (EN14), artéria que atravessa os concelhos da Maia, Trofa e Vila Nova de Famalicão. A obra é uma reivindicação com mais de 20 anos.

"O senhor ministro do Planeamento e das Infra-estruturas já assumiu a decisão de construir a variante à EN14, neste primeiro troço, que servirá o Concelho da Maia até à Via Diagonal e ao Nó da Carriça, é uma decisão que está tomada e é uma decisão que irá ser implementada", afirmou António Costa durante a inauguração do Complexo Desportivo do Instituto Superior da Maia (ISMAI).

O chefe do Governo revelou que dado os fundos estruturais terem desconsiderado o investimento das vias rodoviárias, a obra irá ser feita com "recursos nacionais", correspondendo assim às necessidades das populações.

Este anúncio por parte de António Costa é um motivo de "grande alegria" para o presidente da Câmara da Maia, o social-democrata Bragança Fernandes, que classificou o dia como "histórico". "Esta é uma grande notícia. A Maia é o primeiro exportador da Área Metropolitana do Porto, o segundo da zona Norte do país e o quarto a nível nacional", afirmou.

O autarca lembrou que o concelho tem "muita, muita, muita" exportação e as acessibilidades ao Porto de Leixões e ao aeroporto, através da EN14, são "péssimas". "Espero que as obras ainda arranquem comigo. Pelo que me disse o primeiro-ministro o concurso público está pronto a ser lançado, assim espero que ele cumpra o que disse e lance a empreitada o mais rapidamente possível", reforçou o autarca, que abandonará o cargo após as eleições, depois de 15 anos à frente do município.

A EN14,  atravessada diariamente por cerca de 30 mil veículos, nomeadamente pesados, é a via de acessos a várias zonas industriais onde existem empresas com forte vocação exportadora. "Nós temos bons acesso do centro da Maia a esses locais, nomeadamente Porto de Leixões e aeroporto, mas para quem vem de Famalicão e passa pela Trofa esse acesso é péssimo", vincou o autarca .

Antes de se deslocar à Maia, o primeiro-ministro participou na inauguração do alargamento do sublanço Carvalhos-Santo Ovídeo da auto-estrada A1, em Vila Nova de Gaia, que custou 29,8 milhões de euros. O presidente da câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, frisou que este alargamento "não é apenas mais uma obra de betão", considerando a requalificação "estruturante" da A1 como o fim de um "muro".

"A A1 significa para Vila Nova de Gaia, historicamente, uma fronteira entre a malha urbana e o resto do concelho", disse o autarca. A câmara de Gaia aproveitou estas obras da Brisa para avançar com novas acessibilidades aos Carvalhos, criando uma derivação que permite acesso ao centro mas também ao quartel dos bombeiros locais, e uma rotunda em continuidade com a de Santo Ovídio.

A nova rotunda é o ponto de partida da Avenida do Atlântico, cujo primeiro quilómetro, na zona da Madalena, está já construído, sendo desejo da câmara que esta artéria seja "o grande nó viário de ligação à zona das praias, retirando o trânsito do miolo das freguesias". A autarquia gastou mais de um milhão de euros neste investimento.

Durante a inauguração deste alargamento da A1, a Brisa adiantou aos jornalistas que nos últimos dez anos investiu 166 milhões de euros no Grande Porto, 146 em alargamento do número de vias, nove milhões em beneficiação de pavimentos, seis em equipamentos e cinco em obras de protecção. Com Lusa