Well’s com "muita vontade de internacionalizar"

Cadeia de parafarmácias do grupo Sonae está a analisar vários mercados europeus para expandir. Na Polónia, a Jerónimo Martins tem a Hebe desde 2011

Inês Valadas, administradora da Sonae MC, acredita que há "boas oportunidades" na Europa
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Inês Valadas, administradora da Sonae MC, acredita que há "boas oportunidades" na Europa

Assim que consiga uma “boa oportunidade”, a Well’s quer ir lá para fora. A marca com que o grupo Sonae rebaptizou, há seis anos, a sua rede de parafarmácias e ópticas em Portugal é aquela com que tem “muita vontade de internacionalizar” nos próximos tempos.

A cadeia tem, hoje, 200 lojas operacionais em território nacional, tendo aberto 30 unidades durante o ano passado. Em 2017 inauguraram mais quatro lojas Well’s, e a previsão de crescer em Portugal é de uma exapansão “muito agressiva”.

A vontade de ir lá para fora não é nova, relembrou Inês Valadas, administradora da Sonae MC – divisão de retalho do grupo Sonae (dono do PUBLICO). A gestora já o tinha afirmado há cerca de um ano. Contudo, desta vez, durante a apresentação das clinicas Dr.Well's, 19 de Maio, esta sexta-feira, em Lisboa, a administração foi um pouco mais longe na afirmação dos seus planos.

Primeiro o destino: “Há, na Europa, um conjunto de países” potenciais onde desenvolver a marca de parafarmácias, acredita a administradora, que está na gestão da marca Well’s desde 2010. O levantamento está a ser feito e analisadas “boas oportunidades” que surjam.

Segundo: a forma de expansão. A Sonae MC quer “internacionalizar por aquisições” de redes que já existam, com dimensão “grande” para, desde logo, assegurar uma “estrutura local” numa área de negócio específica e complexa.

Polaca Hebe rende 122 milhões à JM

Que o diga o grupo Jerónimo Martins, que desde Dezembro de 2011 tem na Polónia sete parafarmácias com a marca Hebe (distinta da parceria iniciada em 2007 com a ANF para as farmácias), insígnia que passou a adoptar para todas as unidades deste género, conhecidas internacionalmente sob o conceito “drugstores”. Desde aí, o grupo tomou esta como uma das áreas de maior foco – assumindo já publicamente a eventual exportação fora das fronteiras polacas.

Em 2016, somou, em termos líquidos, 19 lojas à rede Hebe, que fechou o ano passado com 153 unidades operacionais na Polonia – as vendas cresceram 22,2%, para 122 milhões de euros (o equivalente a 0,8% do consolidado pela “holding”), segundo o relatório e contas da JM.

Mas o negócio ainda pesa negativamente no EBITDA (resultado antes juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo, muito à conta da estratégia de expansão dos últimos anos – em específico 14,88 milhões de euros.