Instituições oferecem cursos cada vez mais específicos

O número de cursos de formação executiva está a diminuir. As universidades preferem formações mais especializadas

Entre a nova oferta de pós-graduações neste ano lectivo estão áreas como o mercado de arte ou marketing de vinhos
Foto
Entre a nova oferta de pós-graduações neste ano lectivo estão áreas como o mercado de arte ou marketing de vinhos Adriano Miranda

De Lisboa a Castelo Branco, passando pelo Porto ou Coimbra, a variedade de cursos e programas de formação executiva tem captado a atenção de diversos tipos de alunos: uns mais velhos, outros acabados de sair de uma licenciatura, uns portugueses, outros estrangeiros e com uma diversidade de experiências profissionais. Desde Agosto do ano passado até Abril deste ano, o panorama nas escolas de negócio portuguesas alterou-se. 

Com base nas instituições contactadas pelo PÚBLICO, e que fazem parte desta lista, há menos 123 cursos nos programas de formação executiva no panorama nacional face a Agosto de 2016. Diminuindo a oferta nas áreas mais gerais, as escolas de negócio preferem focar-se em programas mais curtos e mais específicos.

Falemos da nova oferta. Na Porto Executive Academy – a escola de negócios do Instituto Politécnico do Porto (IPP) lançado no Verão passado – as novidades são cursos de curta duração em áreas como Redes Sociais para a Internacionalização, Finanças para não Financeiros e Gestão Financeira. A oferta começa a funcionar em Outubro, juntamente com várias pós-graduações – Soft Skills, Gestão de Empresas Familiares e Gestão e Direção de Unidades de Saúde – e um MBA Executivo.

Mais a Norte, o programa de formação executiva da Universidade do Minho, – Uminho Exec – disponibiliza Flash Training Courses tidos como cursos muito rápidos, quase “formações-relâmpago”, que se fazem em domínios como o Direito do Trabalho, a Marca do Empregador (Employer Branding) e as Empresas Familiares. A mesma universidade disponibiliza ainda um conjunto de pós-graduações em várias áreas e sectores de negócio em áreas como o mercado da arte ou marketing de vinhos.

Também na Universidade do Minho, a Escola de CEO’s (School of CEOs) é uma das novidades no programa da formação executiva. Em menos de um mês, os CEO’s aprendem como deverão actuar quando as suas empresas começam a crescer. Entre as habituais técnicas de gestão, entram também as finanças e os recursos humanos para ajudar a construir um melhor líder.

Outras novidades na oferta direcionada para executivos vêm do Instituto Politécnico de Castelo Branco, com a criação do Master Executive em Gestão de Unidades de Turismo em Espaço Rural. No grupo Laureate – de que fazem parte IPAM, IADE e Universidade Europeia – foram criados Master Executive Premium em áreas como o Design para as Indústrias Criativas (Design for Creative Industries), o Marketing Estratégico (Leading Strategic Marketing) e a Gestão Global e Estratégica (Strategic and Global Management).

Em Lisboa, o turismo continua em alta e não é só devido à quantidade de hotéis e hostels a abrir em cada canto da cidade. A formação executiva também já olha para as novas realidades que emergem. A Universidade de Lisboa apresenta entre a oferta de pós-graduações, programas como Gestão de Turismo de Luxo (Luxury Tourism Management), Gestão de Marcas de Luxo (Luxury Brand Management) e Gestão de Imobiliário e Vendas de Luxo (Luxury Real Estate and Sales Management).

Já na Universidade de Aveiro, o próximo ano lectivo faz-se com dois novos programas: o Mestrado em Gestão Comercial, feito em colaboração com o grupo Jerónimo Martins, e o doutoramento em Contabilidade.

Apesar das várias novidades incluídas na lista de formações reunida pelo PÚBLICO, a tendência é de diminuição da quantidade da oferta dirigida a executivos. Em contraciclo, o Instituto Politécnico de Coimbra adicionou 17 cursos à sua oferta, com dois MBA’s para executivos, um deles é em Auditoria Interna, uma oferta única no país.