PJ tem "gente no terreno" a averiguar alegado abuso sexual no Porto

PJ explica que ainda não foi instaurado qualquer inquérito, porque para avançar com investigação é preciso que seja apresentada queixa

fau fabio augusto
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fau fabio augusto

A Polícia Judiciária (PJ) tem inspectores "no terreno" para averiguar o caso de uma rapariga que foi alegadamente vítima de abusos dentro de um autocarro durante a Queima das Fitas do Porto, evento que terminou no domingo.

"Temos gente no terreno. Estamos a recolher elementos para ver se há matéria para investigação. Neste momento ainda não foi instaurado nenhum inquérito", disse fonte da Judiciária ligada ao processo, acrescentando que este caso será considerado um crime semipúblico e, por essa razão, depende de queixa criminal para se avançar com uma investigação.

A edição desta quarta-feira do jornal Correio da Manhã (CM) divulga uma "alegada violação num autocarro do Porto" que, de acordo com "testemunhos e comentários que circulam em várias redes sociais, se terá passado durante a Queima das Fitas, que decorreu entre 7 e 14 de Maio".

Fonte da PSP do Porto informou entretanto que recebeu um e-mail "de um cidadão" a denunciar a situação, que foi filmada e partilhada nas redes sociais. De acordo com a mesma fonte, as diligências feitas pela PSP até ao início da tarde, na sequência da denúncia, não permitiram encontrar registos de qualquer queixa relacionada com o alegado abuso.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) abriu já um processo para analisar a divulgação, por parte do CM, de um vídeo com um "alegado abuso sexual sobre uma jovem" num autocarro do Porto.

O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, por seu turno, condenou a divulgação pelo jornal e pela televisão do CM do vídeo onde se mostra um alegado abuso sexual de uma jovem num autocarro do Porto.

Fonte da Federação Académica do Porto disse que até às 19h00 desta quarta-feira não tinham recebido qualquer queixa relacionada com o caso, contudo, adianta a mesma fonte, qualquer análise da situação será da "alçada das autoridades judiciárias"