PJ apela à partilha de informação no combate ao crime informático

Polícia Judiciária apresentou numa conferência no Porto um caso de ataque informático em Portugal resolvido com sucesso.

fau fabio augusto
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fau fabio augusto

Rogério Bravo, inspector-chefe da secção de combate ao crime económico da Polícia Judiciária (PJ), considerou nesta quarta-feira a partilha de informação entre privados e polícias como uma das peças chaves no combate ao crime informático. A partilha de informação foi mesmo a base para um caso resolvido em Portugal com sucesso.

Durante a Conferência de Segurança Informática do Porto, que decorreu esta quarta-feira, a PJ apresentou mesmo um caso em que a troca de informação “correu muito bem” e foi de “total importância” para a sua resolução.

Por envolver empresas privadas e ser “um caso bastante sensível”, a intervenção da PJ da conferência foi apenas aberta a especialistas. Mas no final, em declarações aos jornalistas, Rogério Bravo salientou a importância da colaboração de empresas ou instituições do Estado com as polícias.

“No caso que apresentámos, o que importa salientar é que a polícia trabalhou bem, mas os ISP’s [fornecedores de serviço de Internet] e a banca a trabalharem em conjunto ajudaram imenso”, salientou Rogério Bravo, revelando mesmo que o caso “está a ser estudado a nível europeu”.

“Não interessa existirem apenas organizações do Estado envolvidas no combate ao crime informático. Se os privados não colaborarem e cumprirem a sua parte legal, é extremamente difícil conseguir a segurança da informação em Portugal”, afirmou.

Para o inspector-chefe da PJ, Portugal “tem as ferramentas necessárias para o combate ao crime informático”, mas “o que interessa é o trabalho em grupo”.

“Há cada vez mais cursos de tecnologia para os homens de direito e de direito para os homens de tecnologia para se criarem pontos e conseguir que o trabalho em grupo seja cada vez mais uma realidade", disse.