OE 2018: Bloco exige o triplo para o IRS

Catarina Martins põe um número nas negociações: em vez dos 200 milhões previstos por Centeno para os escalões do IRS, o Bloco quer 600 milhões.

Enric Vives-Rubio
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Enric Vives-Rubio

Foi logo pela manhã, no dia seguinte à divulgação do crescimento folgado do PIB no primeiro trimestre, que Catarina Martins colocou um número em cima da mesa: no próximo Orçamento do Estado, é preciso dar mais 600 milhões para os portugueses que pagam impostos, mas que ganham menos de 20 mil euros ao ano. A exigência contratasta com o que o ministro das Finanças colocou no Programa de Estabilidade para a mesma medida: 200 milhões, também para aumentar a progressividade do IRS no próximo ano. Entre um e o outro estão 400 milhões para negociar.

Na SIC, pela manhã desta terça-feira, Catarina Martins mostrou-se confiante que haverá um acordo ainda este semestre com Mário Centeno. "O Orçamento só fica fechado na especialidade", em Novembro, mas "nos grandes números tem que começar a ser fechado agora", disse a líder bloquista. E os grandes números passam pelo IRS, também pelo aumento do investimento no Serviço Nacional de Saúde e Educação, mas também por um acordo na não penalização das reformas antecipadas. "Acho que vai acontecer", confia a bloquista.

Esta semana, o Governo terá o seu primeiro encontro com o PCP para discutir o Orçamento, um partido menos confiante no alinhamento de um acordo sobre o Orçamento antes das autárquicas. O Bloco já teve a sua primeira reunião, com António Costa e Mário Centeno à mesa.