Parlamento solidário com presos palestinianos em Israel e condena morte de refugiados

Voto sobre Israel reafirma a coexistência de dois Estados - Palestina e Israel.

A Assembleia da República aprovou esta quinta-feira dois de três pontos de um voto de solidariedade do PCP e do Bloco para com cerca de 1500 presos políticos palestinianos detidos em Israel e em greve de fome.

Comunistas e bloquistas viram o plenário aprovar o primeiro ponto do voto – em que o Parlamento manifestava a sua “solidariedade para com os presos políticos palestinianos em prisões israelitas” -, apesar de votos contra de PSD, CDS-PP e da deputada socialista Rosa Albernaz.

Todas as bancadas votaram a favor do ponto em que o Parlamento reafirma o princípio da coexistência de dois Estados - Palestina e Israel – e apenas os centristas João Rebelo e João Almeida se abstiveram.

O segundo ponto, em que o Parlamento reclamava o "cumprimento do direito internacional, designadamente as convenções de Genebra quanto às obrigações e restrições da potência ocupante e respeito dos direitos e a libertação de presos políticos" foi chumbado com os votos contra de PSD, CDS-PP, da deputada do PS Rosa Albernaz e a abstenção da bancada socialista. Os deputados do PS Isabel Santos, Wanda Guimarães, Paulo Pisco e Bacelar Vasconcelos votaram a favor ao lado das bancadas do BE e PCP.

O voto de pesar proposto pelo Bloco pela morte de 268 refugiados no Mar Mediterrâneo em 2013 mas que só agora chegou às notícias pela divulgação das conversas sobre os pedidos de socorro mereceu aprovação unânime dos deputados.

O texto condena a “negligência” na actuação das autoridades de Itália e de Malta pela falta de auxílio marítimo já que na altura os dois países empurraram entre si a responsabilidade pelo salvamento dos migrantes sírios que se estavam a afundar a algumas dezenas de milhas da costa e até próximo de navios militares. 

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