O “tetra” do Benfica está à distância de uma vitória

“Águias” sentiram dificuldades em Vila do Conde, mas um golo de Jiménez garantiu o triunfo aos benfiquistas, que asseguram a conquista do 36.º título se ganharem na próxima jornada.

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LUSA/JOSÉ COELHO
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O Benfica até já nem precisa de ganhar até ao final da época — dois empates garantem matematicamente o título —, mas se no próximo sábado derrotar o V. Guimarães, o tetracampeonato entrará pela primeira vez no currículo das “águias”. Um dia depois de mais um deslize do FC Porto, o Benfica não desperdiçou a benesse do rival e, com uma exibição sóbria, superou com distinção a difícil deslocação a Vila do Conde. Raúl Jiménez, que se estreou a titular em 2017, fez o golo que derrotou o Rio Ave (0-1) e pode ter sentenciado as contas do campeonato.

Um dia depois de receberem boas notícias da Madeira, Rio Ave e Benfica entraram para a antepenúltima jornada com a possibilidade de ficarem muito perto de garantir os seus objectivos na temporada. O empate do FC Porto dava a possibilidade ao Benfica de encarar as duas últimas rondas com cinco pontos de vantagem e, dessa forma, ficar a apenas uma vitória de festejar o título 36. No entanto, para o Rio Ave, a igualdade entre maritimistas e portistas também foi recebida com sorrisos. Na luta por um lugar na Liga Europa, os vila-condenses entraram para o confronto a dependerem apenas de si para chegar aos lugares europeus: em caso de triunfo, igualavam o Marítimo, tendo vantagem no confronto directo. Em teoria, estavam reunidas as condições para se assistir a um excelente espectáculo, mas na prática o que se viu foram duas equipas receosas e pouco dispostas a correr grandes riscos.

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Se, do lado do Rio Ave, Luís Castro não inventou e apresentou os mesmos “onze” jogadores que tinham começado a partida da última jornada, nos benfiquistas houve novidades. Em claro sub-rendimento nesta segunda volta, Salvio cedeu o lugar a Rafa, enquanto no ataque Jiménez substituiu Mitroglou.

Mais tranquilo do que o Benfica, que nos primeiros dez minutos se mostrou demasiado temeroso, o Rio Ave entrou melhor na partida e, com apenas 90 segundos, Pizzi viu-se em dificuldades para emendar uma má saída de Ederson. Aos poucos, no entanto, as “águias” começaram a controlar e, no período de seis minutos, Jonas e Rafa falharam por pouco o alvo. Pouco depois da meia hora, Nélson Semedo obrigou Cássio a aplicar-se, mas a primeira parte terminou com protestos do Rio Ave, após uma disputa de bola do benfiquista Rafa com o outro Rafa, que acabou por cair na área.

Após o recomeço, os protestos repetiram-se na mesma área, mas agora com queixas dos benfiquistas, que pediram penálti após Nélson Semedo cair na área do Rio Ave em despique com Héldon. Dois minutos depois, Jiménez deixou a primeira ameaça, mas o primeiro duelo foi ganho por Cássio, que travou com dificuldades o remate do mexicano. O Benfica estava melhor, mas um rápido contra-ataque do Rio Ave, aos 59’, colocou os “encarnados” em sentido: o remate de Héldon passou muito perto do poste de Ederson.

Com a partida dividida, no jogo dos bancos os treinadores optaram por fazer trocas directas (Salvio no lugar de Rafa no Benfica; Paciência no lugar de Guedes no Rio Ave, já depois de Ruben Ribeiro ter rendido Gil Dias) e Vitória foi mais feliz do que Castro: cinco minutos depois de entrar, Salvio recebeu um excelente passe de Jonas e assistiu de forma perfeita Jiménez, que, na cara de Cássio, não perdoou e fez o golo que pode ter decidido o campeonato.

Garantida a importante vantagem, Rui Vitória trocou Jonas por Samaris, procurando assim tapar os caminhos da baliza de Ederson, mas aos 87’ o Benfica teve a “estrelinha de campeão”: Gonçalo Paciência acertou com estrondo no poste e, na recarga, Héldon rematou por cima. Os benfiquistas respiraram de alívio; o “36” está à distância de uma vitória.