Quando Warren Buffett olha para os carros autónomos, teme pelo futuro das suas seguradoras

O magnata admitiu que a difusão dos veículos autónomos pode prejudicar os seus negócios.

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Reuters/RICK WILKING

Numa altura em que os testes e o protagonismo dos carros autónomos começam a ser uma realidade, há um magnata que se mostra um pouco preocupado. Warren Buffett, CEO do grupo Berkshire Hathaway, prevê que o seu negócio seja atingido por este avanço tecnológico.

“A difusão dos veículos automóveis vai atingir-nos se se expandir para os camiões, o que prejudicaria o nosso negócios de seguros automóveis”, afirmou Buffett no encontro anual da empresa que se está a realizar este sábado em Omaha, no estado norte-americano do Nebraska, citado pelo Yahoo Finance.

“A minha visão pessoa é que [os carro autónomos] chegarão certamente”, continuou o investidor norte-americano. “Penso que pode estar ainda muito longe, mas isso vai depender da experiência nos primeiros meses da introdução, para além das situações de teste”.

Buffet referia-se aos riscos para as empresas de seguros pertencentes à Berkshire, que, entende, poderão ter o seu futuro comprometido com a expansão dos veículos autónomos. “Se [os carros autónomos] tornam o mundo mais seguro, vai ser uma coisa muito boa”, admitiu o empresário. “Mas não vai ser uma coisa boa para os seguradores automóveis”, rematou.

O multimilionário Buffett, detentor da segunda maior fortuna pessoal do mundo, logo a seguir a Bill Gates, é considerado um dos maiores e mais bem-sucedidos investidores de sempre, o que lhe vale a alcunha de “oráculo de Ohama”, numa referência à cidade onde vive e ao “toque de Midas” que parece possuir no que diz respeito às empresas e projectos onde decide aplicar o seu dinheiro.