“O mundo está a apaixonar-se pela melhor canção portuguesa de sempre na Eurovisão”

A quatro dias da primeira meia-final, um jornal britânico fez a sua declaração de amor ao tema apresentado por Salvador Sobral.

Salvador venceu o final do Festival da Canção com a música composta pela sua irmã, Luísa Sobral, actualmente em Kiev
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Salvador venceu o final do Festival da Canção com a música composta pela sua irmã, Luísa Sobral, actualmente em Kiev RTP
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Salvador venceu o final do Festival da Canção com a música composta pela sua irmã, Luísa Sobral, actualmente em Kiev

“É uma canção bonita, mas não é festivaleira”, repetiu-se, quando Salvador Sobral venceu o Festival da Canção, com a música composta pela irmã, Luísa Sobral, Amar pelos dois. Os cépticos duvidaram, mesmo contra as estatísticas e apostas que iam mostrando o favoritismo de Salvador Sobral entre os fãs do festival. Desde então, alguns já se converteram. Outros permanecem pessimistas. Seja qual for o resultado, a quatro dias da primeira meia-final do concurso Eurovisão, as razões para ter esperança em Salvador parecem não parar. Desta vez é o jornal britânico Metro que considera Amar pelos dois a melhor canção portuguesa alguma vez em competição. O resultado? O mundo rendeu-se e "está a apaixonar-se", assevera o jornal.

O jornal sublinha que, inicialmente, Salvador tentou manter a sua fragilizada condição de saúde em segredo, o que acabou por ser revelado por alguma imprensa. Não obstante, destaca o periódico, Salvador não quis fazer da sua condição de saúde “um problema” (ou um tema sequer), e tão-pouco existe qualquer referência ao mesmo na página oficial do concurso. “De qualquer forma, não precisa de votos de simpatia com uma canção destas”, sublinha o Metro.

O jornal destaca ainda um dos momentos da final do concurso português, quando Luísa Sobral subiu ao palco com Salvador, “num momento comovente”, e se juntou a ele na interpretação da canção.

O jornal britânico explica que, neste momento, é Luísa Sobral que está em Kiev, na Ucrânia, e partilha as imagens gravadas no segundo ensaio.

“Não se deixe enganar, esta música é uma grande concorrente e a sua interpretação e actuação foi mantida tão simples quanto possível para ajudar Salvador a interpretá-la sem problemas quando chegar”, sublinha o Metro.

“[A canção] mantém-se praticamente inalterada da versão vencedora do concurso nacional. Não há movimento no palco, mas isso só fortalece o impacto dessa melodia intemporal”.

A música, descrita como uma melodia de “charme e carisma”, escreve o jornal, “podia ter sido vencedora nos anos 50 e poderá ser a vencedora da Eurovisão em 2017”.

“É tão diferente de tudo o resto em competição este ano que será quase certo a mais bem-sucedida canção portuguesa de sempre a concurso na Eurovisão”, conclui.

Esta semana, o canal espanhol RTVE.es revelou uma versão inédita da canção portuguesa, interpretada pelo músico de 27 anos no país vizinho, enquanto tocava piano. No mesmo canal, Salvador falou ainda do seu passado e da experiência anterior em concursos televisivos, recordando a sua participação no Ídolos. Como não esconde, Salvador não guarda boas memórias do programa de talentos da SIC. O músico diz que, à data, ainda não gostava da voz, nem tão pouco sabia quem era artisticamente. “Imagina que eras novo e gostavas de patinar. Mas patinavas muito mal. E isso ficou para sempre no YouTube e toda a gente pode lá ir ver. E não queres isso, porque hoje em dia não patinas. E agora toda a gente te pode lá ir ver". Na mesma entrevista, conta que é ainda comparado a Éder, o jogador que marcou o golo que deu o título de campeões europeus à selecção portuguesa de futebol no último ano.

Em 11 anos, Portugal só passou a fase da meia-final três vezes, sendo que a última vez que esteve na final foi em 2010 e o melhor resultado foi o sexto lugar, conquistado por Lúcia Moniz em 1996. Salvador Sobral tinha, à data, seis anos.

Na lista de vencedores favoritos no Oddschecker, que agrega as probabilidades dadas de 27 sites de apostas online, a canção portuguesa Amar pelos dois está, esta sexta-feira, em terceiro lugar, depois das músicas de Itália (1.º) e Bulgária (2.º).