Ernst and Young vai analisar contas da CGD entre 2000 e 2015

Consultora tem 15 semanas para fazer a avaliação.

No final de Junho, o Governo incumbiu a então administração da CGD de abrir o processo para uma "auditoria independente"
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No final de Junho, o Governo incumbiu a então administração da CGD de abrir o processo para uma "auditoria independente" PAULO PIMENTA

 A auditoria à Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi adjudicada à consultora Ernst and Young (EY), que durante 15 semanas vai analisar os actos da gestão do banco público entre 2000 e 2015, disse esta quarta-feira o ministro das Finanças.

Mário Centeno, que está a ser ouvido na Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), disse que a escolha da EY teve em consideração o facto de esta consultora não ter estado envolvida na audição de contas da CGD no período em análise.

"Prevê-se que essa auditoria decorra no prazo de 15 semanas", disse o ministro das Finanças, acrescentando depois que a auditoria será feita às acções tomadas pelo banco público entre 2000 e 2015.

O ministro respondia a questões colocadas pela deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua, que lembrou a auditoria recomendada pelo Governo à administração da CGD.

"Para nós é importante ter a garantia de que a auditoria segue", disse a deputada bloquista, defendendo a necessidade de compreender "o que gerou" as imparidades no banco.

No final de Junho, o Governo incumbiu a então administração da CGD de abrir o processo para uma "auditoria independente" aos actos de gestão do banco praticados a partir de 2000.