Uma conversa em Lisboa sobre biologia sintética

O Dia C volta ao Pavilhão do Conhecimento esta quinta-feira, ao final da tarde.

Foto
A molécula de ADN

“Mexer na vida: aplicações e implicações da biologia sintética” é o tema do ciclo de conversas Dia C: Desafios para a Sustentabilidade desta quinta-feira, às 19h30, no Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva, em Lisboa. Os oradores convidados são a investigadora Zoë Robaey, do Instituto Rathenau, na Holanda, e o investigador Luís Duarte, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, perto de Lisboa.

Inspirado nos objectivos para o crescimento sustentável das Nações Unidas, este ciclo de debates tem entrada gratuita, mediante inscrição. “A biologia sintética conjuga a perícia da engenharia com a biologia molecular para programar novas funções a partir da edição do código genético de organismos já existentes”, lê-se no comunicado da agência Ciência Viva. “A biologia sintética tem potencial para revolucionar as áreas da saúde, energia, ambiente, alimentação ou da agricultura.”

Nesta conversa haverá questões como: “Poderá a libertação de uma bactéria construída pelo ser humano provocar alterações no equilíbrio dos ecossistemas?” E relembradas questões éticas e ambientais inerentes à biologia sintética. “A médio prazo poderá permitir a correcção de anomalias genéticas em embriões eliminando doenças raras e sem cura, ou criar árvores bioluminescentes capazes de iluminar as nossas cidades, tornando-as mais sustentáveis”, refere ainda o comunicado.

Os temas das próximas conversas já marcadas do Dia C são: “Esperar o pior: a gestão do risco” (25 de Maio); “Limpar o oceano: redução do lixo marinho” (29 de Junho); “Inovar na escola: o papel do aluno, da família e do professor” (28 de Setembro); “Observar a Terra: a monitorização do ambiente a partir do espaço” (26 de Outubro); e “Combater as alterações climáticas: a economia de baixo carbono” (30 de Novembro).