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Itália e Luxemburgo têm o maior equilíbrio

Portugal apresenta 17,8% de disparidade salarial entre géneros tendo mais que duplicado a taxa em relação a 2007, quando tinha 8,5%.

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Em Portugal os homens ganharam mais 17,8% do que os homens em média pelo desempenho das mesmas funções Adriano Miranda

A Itália e o Luxemburgo são os países onde há menor diferença salarial entre homens e mulheres pelo desempenho das mesmas funções laborais, de acordo com os dados do Eurostat para 2015.

Ambos os países têm uma média na casa dos 5,5% de disparidade salarial entre géneros. Mas há uma diferença substancial entre eles. Enquanto o Luxemburgo reduziu substancialmente o desequilíbrio, já que em 2007 tinha 10,2%, a Itália aumentou-o, em 2007 estava nos 5,1%.

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Abaixo de uma média de dois dígitos, além do Luxemburgo, da Itália e da Eslovénia, destaca-se a Roménia onde os homens ganharam mais 5,8% do as mulheres em 2015 contra 12,5% em 2007, a Bélgica apresenta 6,5% de disparidade salarial por género em 2015 e 10,1% em 2007, e a Polónia tem 7,7% em 2015 e 14,9% em 2007.

Com um diferencial de 16,3% para a União Europeia (28 Estados-membros) e de 16,8% para a zona euro (19 Estados-membros), do outro lado da tabela de dados do Eurostat sobre disparidades salariais na UE surge a Estónia como o país que em que a média do valor pago aos homens é mais elevada em 26,9% do que o valor auferido pelas mulheres por idênticas funções. Mesmo assim a Estónia reduziu a diferença pois em 2007 tinha 30,9%.

Acima de 20% em 2015 surgem ainda a República Checa, com 22,5%, a Alemanha com 22%, a Áustria com 21,7% e o Reino Unido com 20,8%. Já a Eslováquia aproxima-se deste patamar com 19,6%. Deste grupo apenas o Reino Unido mantém em 2015 uma diferença igual à de 2007. De resto todos reduziram a disparidade salarial de género, pois em 2007 tinham respectivamente: República Checa 23,6%; Alemanha 22,8%; Áustria 25,5%; Eslováquia 23,6%.

Portugal duplicou

Portugal surge também acima da média europeia com 17,8% de diferença salarial de género pelo desempenho das mesmas funções. Só que no caso português a média em 2015 é bastante superior à de 2007, tendo mais que duplicado, uma vez que em 2007 era de 8,5%.

Além de Portugal e da Itália, os outros países onde aumentou a diferença salarial por género são a Letónia, que tinha 13,6% em 2007 e em 2015 tem 17%, a Bulgária, que subiu de 12,1% para 15,4%, e a Eslovénia, que tinha 5% e teve 8,1% em 2015.

Entre os 10% e os 20%, segundo os dados do Eurostat, encontram-se ainda outros países. A Finlândia tem em 2015 17,3% contra 20,2% em 2007. A Holanda apresenta 16,1% há dois anos quando há uma década tinha 19,3% de disparidade salarial de género. Quanto à França, este país em 2015 tinha 15,8% contra 17,3% em 2007.

Por sua vez, a Dinamarca surge com 15,1% em 2015 contra 17,7% em 2007. Em Espanha há uma década os homens ganhavam em média 18,1% mais do que as mulheres e em 2015 a diferença é de 14,9%. A Lituânia apresenta 14,2% em 2015 e 22,6% em 2007.

Três outros países baixaram o diferencial de salários por género entre 2007 e 2015, mantendo-se, contudo, entre os 10% e os 20%. São o Chipre (de 22% passou para 14%), a Hungria (de 16,3% baixou para 14%) e a Suécia (tinha 17,8% e reduziu para 14%).

Há um conjunto de três países sobre os quais não é possível aferir qualquer evolução entre 2007 e 2015, uma vez que o Eurostat apenas tem dados sobre 2007, mas nesse ano os homens ganhavam em média mais do que as mulheres para o desempenho das mesmas tarefas 7,8% em Malta, 17,3% na Irlanda e 21,5% na Grécia.

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