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As rugas e o lifting de Alfândega da Fé

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"É bom, é bom... para ver se isto não acaba". O rebanho farfalhudo de Delfim teve uma manhã agitada, mas Delfim, pastor, releva a intromissão de mais de 20 forasteiros, instagramers curiosos (convidados do grupo Instagramers Porto) que arrastaram para o município de Alfândega da Fé milhares de seguidores. "Isto" é a pastorícia, muito presente nos vales verdejantes da região, mas "isto" são também as mãos experientes do pastor Delfim, da queijeira Olímpia e do mestre sapateiro Arménio. "Isto" são as flores de cerejeira e de amendoeira que pintam a paisagem, as produções de castanha e de azeite, as linhas de relevo traçadas nos antigos mapas militares, os túbaros e as pantorras escondidas junto ao leito dos afluentes — primeiro encontramos o Rafael, depois encontramos os cogumelos. No Nordeste Transmontano, com cerca de 5 mil habitantes, Alfândega da Fé reinventa-se. Inventou a Casa de Campo das Felgueiras (que convidou o conterrâneo chef Marco Gomes a criar uma refeição de mil e um sabores), conduziu o Projecto Voltagem (em parceria com a Fundação EDP e a Rede Inducar, o projecto visa o acesso à arte e o envolvimento da população em novas experiências culturais), que deixou marcas indeléveis nos muros e nas pessoas. "Isto" ficou registado em mais de 100 fotografias partilhadas com o tag #meet_alfandegadafe2017.

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