Costa da Caparica: surf com música em Abril, música com surf em Agosto

Por detrás do surf já espreita o Sol: na Costa da Caparica o festival da Primavera começa esta quinta-feira e o do Verão já se anuncia.

Fotogaleria
Assistência do Caparica Primavera Surf Fest em 2016 FLORBELA SALGUEIRO
Fotogaleria
Um dos concertos do Caparica Primavera Surf Fest em 2016 BRUNO MENDES

Começa esta quinta-feira, na Costa da Caparica, a terceira edição do Caparica Primavera Surf Fest. A base é o surf, como o título indica, mas tem vindo a crescer em termos musicais. Este ano, na tenda reservada para o efeito, há sempre concertos de quinta a sábado, enquanto durar o festival. Dia 6 actuam Diogo Piçarra, April Ivy, Slow J e o DJ Pedro Walter; dia 7, Keep Razors Sharp, Paus, Frankie Chavez e o DJ Bruno Dias (Noite Jamaica); dia 8 os Tara Perdida, Allen Halloween, Trevo e o DJ Nuno Calado (em substituição do anteriormente anunciado Zé Pedro); dia 13 Virgul, Freddy Locks, Jay & Bandidos e DJ Djeff Afrozila; dia 14 Regula, Holly Hood, Valas e DJ Cruzfader; e dia 15 Ferro Gaita (Sara Tavares, inicialmente anunciada, não poderá estar presente), Djodje, Celeste/Mariposa e o DJ Nelson Cunha, a fechar a noite e o festival.

“É o maior evento de surf hoje em dia”, diz ao PÚBLICO António Miguel Guimarães, director artístico, “mas tem uma componente musical também, numa tenda grande.” Quanto ao surf, ele explica as razões do relevo que lhe pretendem dar. “Há uma prova do mundial, duas europeias e dez campeonatos nacionais. É o campeonato europeu de juniores, o de longboard e o circuito de qualificação para o mundial. No fundo, é onde os nossos melhores surfistas portugueses andam a tentar angariar pontos para se destacarem.” O modelo português do festival está a ser reproduzido em cinco pontos na Europa. “Acho que já conseguiram em Espanha, na Escócia e estão agora a tentar criar mais dois, para ficar um circuito em que estas três provas andem sempre a par.”

Como é que isto se apresenta em números? Assim: 1000 Atletas, 350 surfistas internacionais, 2 praias, 2 palcos competitivos (Paraíso e Dragão), 9 modalidades desportivas, 18 campeonatos e exibições, 2 Provas de surf mundial (WSL), 4 europeias (WSL), 4 campeonatos nacionais (FPS).

Quatro dias de música em Agosto

Mas por detrás do surf já espreita o outro festival que tem vindo a ser realizado desde há quatro anos também naquelas praias, O Sol da Caparica. Na primeira edição, em Agosto de 2014, o cartaz foi português e lusófono e assim continua. Nesse ano, participaram Buraka Som Sistema, Dead Combo, Aline Frazão, Deolinda, Capicua, Pedro Abrunhosa, GNR, Samuel Úria, Capitão Fausto, Diabo na Cruz, Márcia, Rita Redshoes, Expensive Soul, Júlio Pereira, Peste & Sida, Gabriel o Pensador, António Zambujo, David Fonseca, Ceuzany, Anselmo Ralph, entre outros. Para 2017 ainda só foram anunciados seis nomes: Carlos do Carmo, Criolo, Matias Damásio, Regula, Sam Alone e Manel Cruz. Mas em Maio hão-de ser anunciadas mais novidades, garante a organização. “O Sol da Caparica já está um festival grande, em termos de impacto”, diz-nos António Miguel Guimarães director-geral e artístico do festival. “Já está entre os dez maiores, sendo o maior em termos de música portuguesa (com bilhetes pagos, bem entendido).”

E se no Surf Fest há surf com música, aqui há música com surf e outras actividades paralelas. “Além da música, já damos atenção a outras coisas: às artes urbanas, à língua portuguesa, à dança, temos uma ligação forte ao desporto por causa do surf e também à Monstra. Em vez de andarmos a passar publicidade nos intervalos, passamos cinema de animação.” Prometendo “o mais ambicioso cartaz de sempre”, com mais de 30 artistas e 11 horas de música em 3 palcos, de 10 a 13 de Agosto, O Sol da Caparica mantem-se fiel ao rumo traçado: “Trabalhámos à roda de quatro estilos: a canção portuguesa, pop-rock, com um ou dois elementos do fado; o hip-hop; as músicas africanas; e as brasileiras.” E abriram as bilheteiras. Porque já vai brilhando o sol.