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Investidores internacionais querem impugnar venda do Novo Banco

Gestora de activos Blackrock está ligada a investidores afectados pela passagem de obrigações para o “BES mau” em Dezembro de 2015.

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Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, tomou a decisão que afectou alguns obrigacionistas em Dezembro de 2015 LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

A Blackrock, bem como outras empresas internacionais de gestão de activos que detinham obrigações do Novo Banco, entregues ao “BES mau” em Dezembro de 2015, vai avançar com um pedido de impugnação da venda do banco ao fundo Lone Star.

De acordo com um comunicado enviado às redacções em nome de um grupo de investidores, onde se destaca a Blackrock, a conclusão da venda (que depende de factores como o sucesso de uma operação de troca de obrigações) vem afectar o desfecho da queixa contra o Novo Banco e a capacidade de recuperarem o dinheiro aplicado em nome dos clientes. Ao todo, e na sequência de uma decisão do Banco de Portugal, liderado por Carlos Costa, o processo de Dezembro de 2015 implicou uma perda de fundos avaliada em 1500 milhões de euros (de um total de 2200 milhões).

Caso não haja um “desfecho rápido” para a disputa existente, escreve-se no comunicado, várias das instituições afectadas vão então avançar com um pedido de impugnação do negócio.

De acordo com o que é defendido no documento, o facto de o Banco de Portugal via fundo de resolução assumir, junto do comprador, uma espécie de garantia da ordem dos quatro mil milhões de euros, mostra que há “os meios, mas não a vontade, de resolver a disputa”. “O grupo reitera que um acordo daria substanciais beneficios a Portugal em termos de reputação”, defende o comunicado, que não contém assinaturas.

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