Ex-Presidente sul coreana presa por corrupção

Depois de ter sido destituída, Park Geun-hye é acusada de corrupção e vai aguardar o julgamento na cadeia.

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Reuters/POOL

Um tribunal de Seul decidiu esta quinta-feira emitir um mandado de detenção preventiva para a ex-Presidente sul-coreana, Park Geun-hye, acusada de corrupção. Após várias horas de interrogatório e deliberação, a ex-líder foi detida sem fazer qualquer comentário, segundo a imprensa local.

Park foi ouvida no Tribunal Distrital Central de Seul durante nove horas, e aguardava a decisão no gabinete do procurador, que só foi revelada já de madrugada, pouco depois das 3h (19h em Portugal continental). O Ministério Público tem agora 20 dias para apresentar uma acusação formal e levá-la a julgamento.

Na segunda-feira, os procuradores tinham pedido a detenção de Park pelos crimes de corrupção, abuso de poder, coacção e fuga de segredos de Estado, alegando a possibilidade de destruição de provas. Park pode ser condenada a uma pena superior a dez anos de prisão.

Com a decisão do tribunal, Park torna-se na terceira ex-chefe de Estado a ser detida, embora os dois anteriores tenham governado na época da ditadura militar. 

As autoridades reforçaram a segurança nas imediações do tribunal, mobilizando mais dois mil agentes, segundo a agência estatal Yonhap. Foram convocadas manifestações de apoiantes e opositores da ex-Presidente.

O caso que envolve Park abalou o mundo político e empresarial da Coreia do Sul. A ex-Presidente é acusada de se ter deixado influenciar por uma amiga íntima que, utilizando a sua proximidade junto da presidência, extorquiu elevadas quantias de dinheiro de alguns dos mais importantes empresários do país.

O herdeiro do império da Samsung, Jay Y. Lee, também foi detido recentemente no âmbito da mesma investigação.

A revelação de que Park terá agido em conluio com a amiga abriu uma crise sem precedentes na história recente da Coreia do Sul, culminando com a sua destituição, a primeira de um Presidente democraticamente eleito.

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