Dona da antiga sede do DN prevê volume de negócios médio anual de 70 milhões até 2022

A empresa está também a promover o primeiro projecto de reabilitação de habitação na Avenida dos Aliados, no Porto.

Miguel Manso
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Miguel Manso

A promotora imobiliária Avenue, responsável pela comercialização da antiga sede do Diário de Notícias (DN), em Lisboa, espera gerar até 2022 um volume de negócio médio de 70 milhões de euros por ano.

Numa apresentação nesta terça-feira à imprensa, em Lisboa, o director-geral da Avenue, Aniceto Viegas, indicou que a empresa orçamentou entre 2015 e 2017 um investimento de cem milhões de euros, dos quais cerca de 70% centrados em sete projectos em Lisboa e no Porto.

Este ano, a empresa prevê comprar mais dois ou três locais nas duas cidades, e para o triénio 2018-2020 irá reforçar a verba de investimento em cem milhões de euros, referindo que, em termos médios, deverá gerar um volume de negócio de 70 milhões por ano até 2022.

Detida pelo fundo pan-europeu Weinberg Real Estate Fund II, gerido pela Aermont Capital, a empresa concentra-se nas zonas prime (mais valorizadas) e anunciou estar a promover o primeiro projecto de reabilitação de habitação na Avenida dos Aliados, no Porto. Este projecto, com 70% de habitação vendida até ao momento, deverá estar concluído no final do ano.

Em Lisboa, as zonas escolhidas são Chiado e Avenida da Liberdade, nomeadamente com a promoção do projecto 266 Liberdade, que corresponde ao edifício que alojou o jornal Diário de Notícias.

Segundo Anicento Viegas, será reposta a traça antiga do prédio, que será comercializado em cinco pisos de habitação (32 apartamentos com áreas desde 45 metros quadrados e tipologia T1 a T4). O projecto do imóvel classificado prevê uma penthouse, no último andar, de 400 metros quadrados e 56 lugares de estacionamento.

A antiga loja continuará a ser espaço de comércio, com a montra a ser alargada, para ser reposto o tamanho original, assim como serão reestruturados saguões e caixilharias, acrescentou o responsável, informando que o projecto de arquitectura da reabilitação está a cargo da Contacto Atlântico.

O lançamento comercial está previsto para o segundo semestre deste ano.

Com a diminuição da oferta nas zonas agora trabalhadas, a empresa admite que “irá alargar a mancha” de operação em Lisboa e no Porto, assim como coloca a hipótese de investir em escritórios e no arrendamento de habitação.

Em média, os quatro projectos da Avenue em fase de comercialização (93 apartamentos e 14 lojas) têm uma taxa média de venda de 85% na habitação, com portugueses a comprarem 40% dos imóveis, cujos preços variam entre 300 mil euros e 2,3 milhões.

A empresa precisou que outros 40% são de origem brasileira, e que os “restantes 20% são oriundos da Europa e de outras geografias”.