Esta pode ser a última digressão de Adele

A cantora britânica confessa que não se sente confortável com digressões e avisa que não tem a certeza se o voltará a fazer.

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Cantora termina a digressão mundial em Julho Reuters/LUCY NICHOLSON

“Não sei se voltarei a fazer alguma digressão”, disse Adele, a uma sala de espectáculos cheia na Nova Zelândia. O aviso estava feito: a cantora britânica repetiu que não é boa a fazer digressões e que os aplausos a fazem sentir vulnerável e por isso não é certo que volte a fazer-se à estrada.

A diva da música pop – dona de um contrato milionário e que na última edição dos Grammys conquistou as cinco categorias para as quais estava nomeada, incluindo Álbum do Ano e Canção do Ano –, explicou às mais de 40 mil pessoas a assistir ao concerto no Auckland’s Mount Smart Stadium – esgotado pela terceira vez consecutiva pela primeira vez na sua história – que fazia digressões apenas pelos fãs.

De acordo com o jornal local New Zealand Herald, a cantora emocionou-se ao falar da digressão mundial que completará 15 meses em Julho, “a maior realização” da sua carreira. A cantora tem estado a viajar pelos palcos de todo o mundo para apresentar o seu mais recente álbum, o premiado Hello, que em Setembro de 2016 já tinha vendido mais de 10 milhões de cópias só nos Estados Unidos.

Auckland / Mt Smart Stadium / Mar 25

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“Mudou a minha vida. Percebo porque o faço”, sublinhou a artista de 28 anos, que tem partilhado os momentos através das redes sociais, especialmente na sua conta de Instagram.

No entanto, apesar disso, não é certo que o repita. “Não sei se o vou voltar a fazer. A única razão pela qual faço digressões são vocês. Não sei se fazer digressões é uma coisa minha”, confessou.

Esta não é a primeira vez que a cantora britânica fala na possibilidade de retirar definitivamente as digressões da agenda, depois de já ter feito uma pausa na carreira para se dedicar à vida pessoal. Em Fevereiro, a artista britânica já dizia ao público australiano que não sabia se iria voltar às viagens entre palcos. "Não sei se vou fazer uma digressão outra vez, mas estou aqui agora e isto é lindo [fucking beautiful na citação original] e adoro."

Em 2015, Adele dizia à rádio norte-americana NPR que fica muito nervosa com actuações ao vivo, porque “tem medo de tentar algo novo”.