PSD e CDS fecham mais coligações autárquicas do que em 2013

Sociais-democratas aprovam esta terça-feira mais 160 cabeças de lista, mas alguns, como o candidato a Oeiras, ainda ficam por decidir.

Acordo geral foi assinado em Dezembro de 2016
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Acordo geral foi assinado em Dezembro de 2016 Enric Vives-Rubio

Numa altura em que o ambiente entre o PSD e o CDS já viveu melhores dias, os dois partidos fecham mais coligações autárquicas face a 2013 do que quando eram Governo. São 99 alianças, mais oito do que há quatro anos. O PSD aprova esta terça-feira um grande lote de candidatos, mas ficam ainda alguns como é o caso de Oeiras.

Os números divulgados pelos sociais-democratas mostram também que, nas próximas eleições, o PSD soma mais alianças autárquicas pré-eleitorais com o CDS e outros partidos (no total 140) face a 2013 quando essas coligações multipartidárias totalizaram 94.

Mesmo perto do fim do prazo estabelecido pelo PSD para a validação das candidaturas, a comissão política nacional aprova esta terça-feira 160 cabeças de lista, depois de noutras duas reuniões anteriores já terem sido confirmados pouco mais de 80 nomes. Restam agora 40 candidatos, a maioria dos quais se irá recandidatar e por isso interessada em que o processo se atrase. Só no distrito de Lisboa, ficam por aprovar os cabeças de lista de Oeiras, Odivelas e Loures. No caso de Oeiras está em cima da mesa o apoio a Paulo Vistas ou a um candidato próprio. Em Loures, o terreno é difícil para o PSD já que a câmara sempre pertenceu à esquerda. Já Odivelas - que foi sempre dos socialistas - tinha na mira Teresa Leal Coelho, mas a vice-presidente do partido acabou por ser a escolha para Lisboa.

Para cumprir o calendário estabelecido em 2016 para as homologações de candidaturas – o primeiro trimestre deste ano – a comissão política nacional terá de marcar uma nova reunião até ao final do mês.

Já esta quinta-feira, com o Conselho Nacional, ficará praticamente fechada esta parte do processo autárquico. O PSD estabeleceu como objectivo ganhar mais câmaras, juntas de freguesia e mais mandatos autárquicos, mas a direcção de Passos Coelho assume que será uma batalha difícil já que a diferença face ao PS é substancial.