Bruxelas multa eurodeputado que disse que as "mulheres são mais fracas"

O presidente do Parlamento Europeu impôs sanções inéditas ao eurodeputado polaco que disse que as mulheres devem ganhar menos que os homens porque são "mais fracas, mais pequenas e menos inteligentes".

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Perde dinheiro durante algum tempo e também algum estatuto. O eurodeputado polaco Janusz Korwin-Mikke, que insultou as mulheres num debate sobre desigualdade de género na Europa, vai perder as ajudas de custo diárias durante um mês, vai ser suspenso de participar em todas as actividades do Parlamento Europeu durante dez dias e, por fim, ficará proibido de representar aquela instituição durante um ano.

A decisão de sancionar o comportamento do polaco foi do recém-eleito presidente do Parlamento Europeu, o italiano Antonio Tajani, que considerou que as sanções impostas são proporcionais à gravidade das declarações "que ofendeu todas as mulheres, através de um ataque à igualdade de género, durante um debate sobre a mulher, numa sessão plenária presidida por uma mulher", lê-se no comunicado do Parlamento Europeu. "Imponho agora sanções apropriadas à gravidade da ofensa, disse Tajani.

"Não irei tolerar este tipo de comportamento, em particular de quem deveria, com dignidade, representar os cidadãos europeus", reforçou o presidente do Parlamento Europeu esta terça-feira durante a sessão plenária.

Aos eurodeputados, Tajani contou que tinha aberto de imediato uma investigação sobre as declarações do eurodeputado da extrema-direita, que é independente desde 2014. 

Em causa estão declarações do eurodeputado polaco que no início deste mês ofendeu as mulheres, defendendo que a desigualdade salarial entre homens e mulheres deveria manter-se. "Claro que as mulheres devem ganhar menos do que os homens. Porque são mais fracas, mais pequenas e são menos inteligentes", disse.

A penalização do eurodeputado foi celebrada por Marisa Matias. A eurodeputada do BE considerou a sanção "a mais dura de sempre", mas mesmo assim "leve" para "quem há tantos anos só apregoa desrespeito misóginia racismo e xenofobia", escreveu no Twitter. 

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