Proença-a-Nova vai pintar o cinzento do incêndio com flores

A vila em Castelo Branco começa no dia 26 de Março um projecto de voluntariado para encher sete aldeias de flores.

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PEDRO CUNHA / PUBLICO

Depois de um incêndio o que se faz? Plantam-se flores para “criar auto-estima e valor pelo sítio onde vivem”, acredita João Lobo, presidente da Câmara de Proença-a-Nova. E assim será. O município começou por distribuir cerca de 130 kits constituídos por uma floreira com terra e sementes e um vaso com uma flor para os habitantes das aldeias porem nas suas casas e jardins.

As populações de Braçal, Amoreira, Casalinho, Vale D’Urso, Atalaias, Pucariço e Figueira vão depois, em conjunto com voluntários, remover o lixo que o incêndio de há seis meses deixou, ao mesmo tempo que plantam flores nos espaços públicos. A primeira acção está marcada para 26 de Março, cinco dias depois da chegada da Primavera. “Na primeira fase o objectivo é tirar o negro das cinzas e colocar as flores”, explica João Lobo, mas a câmara quer alargar a iniciativa a todo o concelho.

O projecto chama-se Fénix – Renascer das Cinzas pela Floresta e para já começou em sete aldeias próximas das áreas afectadas por um incêndio que, em Setembro de 2016, reduziu a cinzas 920 hectares de área florestal e destruiu casas abandonadas, provocando prejuízos elevados.

Segundo o Presidente da Câmara, as populações estão a aderir à ideia de tornar “as suas aldeias mais atractivas, mais bonitas”.

Além disto, e para “diminuir ainda mais a pegada ecológica” da vila, conta o presidente da câmara, qualquer pessoa com resíduos electrónicos como carregadores, pilhas ou tinteiros usadas pode entrega-los no Viveiro Municipal e em troca receber uma planta. A iniciativa “Troque Resíduos por Plantas” realiza-se todos os anos, mas este ano prolonga-se por mais do que um dia e decorre durante toda a semana, de 20 a 24 de Março.

A iniciativa está associada ao Projecto Florir Portugal, que acredita que com a plantação das flores se consegue gerar “uma onda de afecto e, em última análise, gerar riqueza para as comunidades", diz Tó Romano, o mentor do projecto.

Texto editado por Ana Fernandes