Raphael Koh/Unsplash
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Bienal de Cerveira desafia artistas a criarem intervenções

Concurso é aberto a artistas nacionais e internacionais e está aberto até 14 de Março. Intervenção artística vencedora fará parte da 19.ª Bienal de Cerveira

A Fundação da Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) desafiou artistas nacionais e internacionais a apresentarem propostas de intervenção artística a integrar a 19.ª edição, a decorrer de Julho a Setembro, naquela vila do Alto Minho.

Em comunicado, a FBAC explicou que o repto se aplica "a projectos inovadores transversais a todas as áreas artísticas (artes visuais, artes performativas e audiovisual — nomeadamente teatro, dança, música, circo, grafitti, performance, pintura, escultura, instalação, vídeo, fotografia, entre outras)".

As criações artísticas serão integradas "na programação complementar" da Bienal Internacional de Arte de Cerveira e o prazo para apresentação de propostas termina a 14 de Março. O coordenador artístico e de produção da FBAC, Cabral Pinto, citado na mesma nota, explicou que "o concurso aberto ao público pretende promover o intercâmbio artístico através de linguagens interdisciplinares, num ambiente multicultural".

O projecto de "Propostas de Intervenções Artísticas 2017" insere-se na programação complementar da bienal que tem como tema "Da Pop Arte às Trans-Vanguardas, Apropriações da Arte Popular". O programa da mais antiga bienal de arte do país, criada em 1978, que teve o escultor José Rodrigues como um dos fundadores, incluirá um concurso internacional, representações de universidades, escolas superiores e politécnicos das áreas artísticas, artistas convidados nacionais e estrangeiros com curadorias nacionais e internacionais, espectáculos, conferências e debates, ateliês, workshops, visitas guiadas", entre outras acções.

Em 2015, a Bienal de Arte Vila Nova de Cerveira recebeu mais de 80 mil visitantes, nos doze espaços que acolheram mais de 500 obras de arte, assinadas por 400 artistas de 33 países. A última edição decorreu em espaços expositivos da vila onde nasceu em 1978 e estendeu-se aos municípios vizinhos de Paredes de Coura e Caminha, e a Tomiño, na Galiza.