Presa mulher suspeita de ligação a morte de meio-irmão de Kim Jong-un

A Coreia do Sul suspeita que duas mulheres mataram meio-irmão de Kim Jong-un. Causas da morte deste crítico do regime, liderado pelo seu meio-irmão norte-coreano, ainda estão a ser averiguadas.

Kim Jong-nam, o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, era um crítico do regime
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Kim Jong-nam, o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, era um crítico do regime EPA/YONHAP

Uma mulher com documento de identificação vietnamita foi presa no aeroporto de Kuala Lampur esta quarta-feira de manhã por suspeita de estar ligada à morte de Kim Jong-nam, o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, na Malásia.

Segundo a Reuters, a agência secreta da Coreia do Sul suspeita que duas mulheres norte-coreanas assassinaram, envenenando na Malásia, Kim Jong-nam. A suspeita “foi identificada nas câmaras de vigilância do aeroporto e estava sozinha na hora da detenção”. A agência diz ainda que as autoridades norte-coreanas não querem que seja feita ao autópsia, e querem que o corpo dele seja transportado para a Coreia do Norte. 

As causas da morte de Kim Jong-nam, um crítico do regime norte-coreano, ainda estão a ser averiguadas. Já ontem a televisão sul-coreana TV Chosun avançava que Kim tinha sido envenenado no aeroporto por duas mulheres. As primeiras informações tinham referido um ataque com um spray.

Ao mesmo tempo, fontes do Governo norte-americano disseram à agência que suspeitavam que os assassinos eram da Coreia do Norte. Kim Jong-nam, o meio-irmão mais velho do líder da Coreia do Norte, 46 anos, estava em Kuala Lumpur à espera de um voo para Macau, onde viveu grande parte da sua vida. Foi agarrado por alguém por trás, sentiu-se zonzo e pediu ajuda – morreria a caminho do hospital, segundo a polícia.

Jong-nam era filho de Kim Jong-il e da actriz Song Hye-rim, e não conhecia Kim Jong-un. Terá sido sempre mais próximo do tio, Jang Song-thaek, executado em 2013 por ordem do líder da Coreia do Norte, acusado de traição.

Kim Jong-nam já tinha sido alvo de uma tentativa de homicídio, em 2012, quando a Coreia do Sul deteve um agente dos serviços secretos norte-coreanos que estaria a planear um atropelamento de Kim, supostamente sob ordens do líder norte-coreano.

Segundo a Reuters, numa reunião o primeiro-ministro sul-coreano, Hwang Kyo-ahn, disse: “Se se confirmar que o assassinato de Kim Jong-nam foi cometido pelo regime norte-coreano isso irá mostrar claramente a brutalidade e desumanidade do regime”.