Setúbal: incêndio em armazém de enxofre obriga moradores de duas localidades a ficarem em casa

Dois bombeiros sofreram queimaduras ligeiras e foram transportados para o hospital. Politécnico de Setúbal e escolas da zona fechadas.

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Imagens do incêndio desta terça-feira LUSA/RUI MINDERICO
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A Protecção Civil Municipal apelou nesta terça-feira à população das localidades de Praias do Sado e Faralhão para não saírem de casa e para calafetarem portas e janelas até que desapareça a nuvem de fumo provocada pelo incêndio em dois armazéns de enxofre na zona industrial da Sapec, em Setúbal.

“Estamos a apelar às pessoas para não saírem de casa até por volta do 12h devido à nuvem de fumo. As creches e as escolas daquela zona, incluindo o Instituto Politécnico de Setúbal não vão abrir portas hoje por precaução. Já avisámos todos estes estabelecimentos de ensino”, disse à agência lusa o coordenador da Protecção Civil Municipal, José Luís Bucho, que aconselhou ainda a população a calafetar portas e janelas “com toalhas molhadas”.

Segundo a mesma fonte, o incêndio, que deflagrou às 3h, em dois armazéns com enxofre, um produto tóxico, nas instalações da fábrica Sapec, em Mitrena, no concelho de Setúbal, mantinha-se activo às 8h.

“As pessoas que sentirem alguma irritação nos olhos ou na garganta que possa ter sido provocada pela nuvem de fumo devem contatar o 112 que já está a par da situação.”

Também Paulo Lamego, comandante dos bombeiros sapadores de Setúbal, adiantou à Lusa que a principal preocupação dos bombeiros é que “o incêndio se mantenha circunscrito aos dois armazéns que ainda estão a arder e não passe para a fábrica propriamente dita”.

Dois bombeiros, um voluntário e um sapador, sofreram queimaduras ligeiras durante o combate ao incêndio, tendo sido transportados para uma unidade hospitalar, de acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal.

Segundo a mesma fonte a prioridade é a “protecção da própria fábrica”, que se encontra num “espaço confinado” sem que exista perigo de o fogo se propagar a outros edifícios.

No local mantinham-se 45 elementos de várias corporações de bombeiros, apoiados por 17 veículos, além de 30 elementos e dez máquinas da fábrica que produz adubos agroquímicos.

Participam nestas operações elementos dos bombeiros dos sapadores de Setúbal, dos voluntários de Setúbal com a ajuda de meios dos bombeiros de Águas de Moura, Pinhal Novo, Palmela, Barreiro e Setúbal.

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