District: o novo centro empresarial do Porto já está a funcionar com lotação no máximo

Projecto funciona no edifício onde esteve o Governo Civil e a PSP, perto do Teatro Nacional São João. A reabilitação do espaço que actualmente é ocupado por cerca de 300 funcionários de 50 empresas de áreas distintas custou 3,6 milhões de euros.

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Nelson Garrido
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São 50 as empresas que já estão a trabalhar no District – Offices and Lifestyle, centro empresarial a funcionar há dois meses no centro do Porto, inaugurado oficialmente nesta quinta-feira com a presença de Rui Moreira, presidente da câmara. O centro, que conta ainda com 16 espaços comerciais e 9 restaurantes e food corners quer afirmar-se como um novo ponto de encontro de ideias e negócios.

Os 60 escritórios já estão lotados “há uns meses”, diz André Ferreira, administrador da Endutex, empresa responsável pelo projecto. Em cada uma das salas, divididas por 50 empresas (algumas ocupam mais do que um escritório) já se desenvolvem projectos em áreas distintas como o design, arquitectura, engenharia, música ou informática.  

Não arrisca afirmar que este é o primeiro centro empresarial da cidade, mas diz ser o primeiro que explora um conceito de abertura a um público externo, que pode visitar o espaço para comprar nas lojas do edifício ou ser cliente de um dos restaurantes.

Com 6000m2, o edifício, onde já funcionou a Governo Civil e o Comando Metropolitano da PSP, está dividido em cinco pisos temáticos, ocupados pelas diferentes áreas de negócio. Há ainda seis salas de trabalho partilhadas para serem usadas por entidades externas, com um aluguer a partir dos 10 euros por hora. No último piso há um espaço reservado para o descanso. Todos os que partilham o edifício podem usar a sala onde existem mesa de matraquilhos, máquinas de flippers ou de jogos arcade. A sala contigua é reservada para fumadores.

O edifício, comprado pela empresa no final de 2014 e remodelado a partir de Dezembro de 2015 - obra que custou aos investidores mais de 3,6 milhões de euros - conservou as características do original. No entanto, dos materiais que existiam na versão original, sobram apenas os azulejos das paredes. A ideia era aproveitar a traça original “de um edifício emblemático mas criando um ambiente moderno para criar condições para receber projectos de áreas de actividade diferentes, que vão desde startups a empresas já consolidadas”, refere André Ferreira. Essa diversidade, considera ser “a alma do edifício”.

Rui Moreira, presente na inauguração, fez uma visita às novas instalações. Sublinhou a importância do projecto, referindo ser um passo importante para a criação de novos postos de trabalho no centro da cidade. Além da criação de emprego afirma que esta foi uma forma de “reabilitar uma área fundamental e um edifício que até há bem pouco tempo estava abandonado”, que contribuirá também para criar “massa crítica”, que considera fundamental em todas as cidades.

Acima de tudo, diz que este tipo de investimentos, “que desenvolvem a economia portuense”, são uma “demonstração enorme da vitalidade da cidade”, que diz ser pensada numa lógica de complementaridade em que cada uma das actividades “puxa a outra”. Para descrever essa interligação recorreu a uma analogia: “Este é um ecossistema dentro do ecossistema. É como se estivéssemos numa ilha no meio de um lago e dentro dessa ilha houvesse outro lago”.

Critical Software na Baixa do Porto a partir deste mês

A Critical Sotware é mais uma empresa reconhecida a instalar-se na Baixa do Porto. A tecnológica liderada por Gonçalo Quadros já tinha anunciado no ano passado a reinstalação de parte da equipa que operava no TecMaia, e no próximo dia 15 de Fevereiro é inaugurado o novo espaço, localizado num edifício reabilitado no Largo Tito Fontes, perto da estação de metro da Trindade. 

O novo espaço de 1800m2 irá acolher uma equipa de 150 pessoas. Com esta mudança, a tecnológica nacional especializada no desenvolvimento de soluções de software para o suporte de sistemas de informação críticos pretende contribuir para que o Porto seja reconhecido à escala global como um polo de inovação tecnológica de excelência, e aumentar a visibilidade da cidade e desta área de conhecimento a nível nacional e internacional. Com Abel Coentrão